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[o] radio éter [o]para uma imensa melhoria |
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...the best of everything...
June 14, 2009 04:32 AM PDT
tenho andado preocupado com um assunto pendente. como namorada a quem se deixou de telefonar, amigo a quem já não se devolve chamadas ou emprego que se deixou de aparecer, também este podcast estava pendurado. enquanto durou espero que tenha sido tão bom para vocês como para mim... mas chegou a altura de proclamar em voz alta e com orgulho - ÉTER IS DEAD, LONG LIVE ÉTER. projectos radiofónicos para o futuro? ainda duram, num novo registo e de forma mais séria - não se evolui a fazer o mesmo, mas outras prioridades levam para já a melhor no ranking das milhares de coisas a fazer antes de morrer. e como o caminho só se faz andando, iremos continuar a andar, agora por outras paragens. assim, ficam com a letra de uma música que ficaria 'a matar' em qualquer pedra tumular (passo a redundância, a ironia, ou a figura de estilo que lhe queiram chamar): The best of everything - that's what I wish you all
e, como dizem alguns azulejos azuis a amarelarem nas paredes dos tascos do nosso país 'Deus me dê o dobro daquilo que vos desejo' com carinho e elevada estima, Ouija .................defeso
September 23, 2008 04:56 PM PDT
... a éter não adormeceu, está apenas parada a pensar... no próximo passo. novidades em outubro! episódio 66 - v.i.p. singstar
August 15, 2008 02:49 AM PDT
espero que estejam todos relaxados a passar as férias num sítio paradisíaco, sem preocupações e longe de tudo, enquanto nos mantemos por aqui fechados num escritório 8 horas por dia (ou talvez um pouco menos,uma vez que o chefe está para fora). a redacção odeia-vos!
August 03, 2008 06:23 AM PDT
pois é... a éter fez anos ontem e não poderíamos deixar passar em branco.
August 02, 2008 04:30 AM PDT
(por motivos alheiros à redacção - o raio do cabo do modem - este episódio vê a luz do dia uma semana depois de ter sido escrito, motivo pelo qual se pede que, antes de o ler/ouvir façam regressão e esqueçam tudo o que viram/ouviram esta semana. no final podem lembrar-se de tudo outra vez. obrigado.) semana atribulada a passada. em semana de mais uma vez falharmos os '2 many djs' em portugal, corremos tudo o que é www à procura do horário do concerto, mas ficámos sem saber se era 17h, 22h ou outra, com a certeza de não ser 18.30 - estivemos lá e vimos (ou não vimos). aproveitámos contudo para sair no porto e descobrir uma nova realidade. do piolho às galerias de paris, casa do livro, armazém do chá a nova cena portuense estende-se dos clérigos ao coliseu, alcançando proporções e movimentando massas que já não esperávamos ver no porto desde o requiem da defunta ribeira. após anos sem saber para onde ir depois de esventrar a típica francesinha, as escolhas começam agora a ser óbvias. adoraríamos cumprimentar de abraço os responsáveis por este volte-face, já que finalmente volta a existir motivo para sair de casa. infelizmente não temos tempo já que saiu fresquinho da misturadora um conjunto de músicas a puxar para uma noite mais animada. não saciámos a sede de bater o pezinho, daí termos vindo para o grande misturador fazer a sequela do achincalhanço, tornado popular uns valentes episódios atrás. daquilo que de melhor tem andado por aí de versões de músicas mais ou menos independentes, terminamos com um grupito engraçado de batidas de desejar pôr bem alto e abanar o esqueleto. em pré-época de boom (que provavelmente iremos falhar dados os montantes envolvidos), segue o warm-up:
episódio 64 - verão azul - parte 2
July 15, 2008 11:21 PM PDT
continuamos com a batida de verão, agora já com menos preocupações. à medida que agosto se aproxima, a tensão do trabalho alivia, a pilha na nossa secretária minga, as frequências passam e os dias aquecem, já só queremos saber de férias, primeiro quando, depois onde! vamos ainda dando umas escapadelas aos fins-de-semana e torrando por antecipação o subsídio de férias em folhinhas de papel que nos vão dando acesso a filas para entradas em recintos, cervejas e cachorros. no meio desta lufa-lufa lá se vai apanhando um ou outro concerto engraçados, entre meia dúzia de desilusões, confirmações e cada vez menos surpresas. no reino das covers também já é verão embora ainda nos alheemos desse facto pois tão cedo não lhes damos férias. segue o catálogo de viagens:
com o calor, surgimos tímidos no 21º lugar do lusocast. entre 39º, copos, praia e festas, tudo vai passar... esperemos que passe devagar. agora, ala para a praia! episódio 63 - verão azulJuly 06, 2008 03:24 AM PDT
olá! mesmo numa semana complicada entre concertos há muito aguardados (o optimus alive está já aí), exames virtualmente impossíveis e pilhas de documentos para dar seguimento no escritório tiramos uma pausa higiénica para dar à luz uma nova criança. entramos num período que se pretende revelar pródigo em versões. começamos já a ouvi-las em todo o lado - bares da moda, rádios nacionais e até lojas de shopping. aumenta a procura, aumenta a oferta - novas edições de colectâneas clássicas de versões, como o novo crazy covers de tom middleton ou mais uma edição da 'radio 1' vêem a luz do dia. não nos admiraria ainda que 'bootlegs' surgissem como cogumelos provenientes de versões interpretadas, em jeito de graça, nos encores dos inúmeros festivais de verão e captadas pela saca de parafernália electrónica que o pessoal leva hoje em dia para os concertos, que impedem o comum dos mortais de ver o palco de forma conveniente. enfim, parece então que toda a gente começa a ganhar posição para esta época em que a música nos invade das mais diversas formas e feitios - por exemplo na porcaria de demonstração de body combat, ontem na praia, quando tentava ter algum descanso. uma junção infernal de mau gosto, decibéis ofensivos e animadores histéricos que nos vedaram o merecido descanso. estamos em reabilitação. segue-se a receita médica:
até lá, os votos de um óptimo verão musical. episódio 62 - alternativo vs. mainstreamJune 22, 2008 02:36 AM PDT
um belo dia solarengo para todos...
June 15, 2008 07:56 AM PDT
pedimos emprestado aos queijinhos frescos o título do seu segundo álbum (apesar deste ser francamente inferior ao álbum de estreia 'self-titled') para abrir mais uma emissão de música esfrangalhada.
June 03, 2008 04:16 PM PDT
olás!!!
May 30, 2008 07:58 PM PDT
isto por aqui (ao contrário das restantes ocupações da equipa da éter) não anda propriamente animado... pontuado por incidentes mais ou menos felizes, o mês de julho e suas constantes viagens de sítio para sítio, de assunto em assunto têm deixado pouco tempo para buscas, misturas, comentários. porém, um cd perdido no leitor do carro tem-nos lembrado de forma constante que boa matéria prima estava sentadinha à espera de ser trabalhada. esta semana culmina com dois projectos de episódios - um deles vê aqui a luz do dia. animados com a edição do cd compilação cool women, uma boa ideia, já que o boom das miúdas giras e com uma atitude forte a cantar música animada parece estar a pegar desde que christina aguilera apareceu em cima de um piano a imitar actrizes dos tempos idos que já bateram a bota. e esta moda pegou com tanta força como o metal ligeiro entrou pelas nossas casas nos 80 ou os tipos com as camisas ao xadrez entravam nos nossos walkmen nos 90. assim sendo, aproveitámos o embalo e oferecemos aqui o que de melhor têm feito as miúdas giras em termos musicais, já que o que fazem noutros quadrantes só sabemos quando alguém difunde inadvertidamente vídeos amadores. prova-se assim que na música, as mulheres com atitude sobem na vida não a pulso, mas usando a garganta. segue o catálogo: .cat power - (i can't get no) satisfaction - cover dos rolling stones pela miúda mais gira na categoria cabra passada do capacete com tendências lésbico-suicidas, dedicada especialmente ao nosso fã que fez questão de ligar a dizer que o concerto desta semana ao qual não fomos foi espectacular. fuck you very much!
gratos pela vossa paciência, agradecemos a preferência
May 13, 2008 11:06 PM PDT
no rescaldo de duas semanas curtinhas curtinhas (como todas deveriam ser) e para iniciar uma semana que se prevê longa, trazemos uma dúzia de cantigas na sua forma mais pura, que outra malta mais desinspirada e com falta de ideias, tratou mais tarde de reeditar para ganhar a vida. como poderão ver, iremos andar à volta dos anos 60/70, anos bons para o blues, o rock'n'roll, a chanson française, os percursores do psicadelismo e do psicotropicismo. em portugal fazia-se música de intervenção e começava-se a fazer a barba (eles) e o bigode (elas). eles viriam a cortar o bigode apenas 30 anos mais tarde quando o chalana, o artur jorge, e o guarda serôdio começaram a cair no ridículo. o 1º continua, tanto com o bigode como a cair no ridículo. fica então a nossa selecção de originais de vulto:
com 2 outros programas na forja, aguardamos pela bendita horinha que habitualmente demora a pô-los no ar (os programas, entenda-se). até breve. episódio 57 - bar code
April 23, 2008 12:27 AM PDT
o tempo escasseia e cada vez se torna mais difícil encontrar boas versões. desta vez reviramos o baú, retiramos o pó e os objectos mais partidos, encontrando algumas relíquias que vão valendo uns cobres nesta loja de antiguidades que é o éter. irritados com a nossa banalidade pseudo que não diz coisa nenhuma, entramos num bar e resolvemos pedir um copo, mas não sem antes olhar para a lista das bebidas e escolher aquela que mais tem a ver com o nosso estado de alma: yael naim - toxic (original de britney spears) - sempre pensámos que nada nesta música poderia ser mais sexy que o videoclip original. parece que nos enganámos - brilhante, de uma menina que parece vir a dar que falar. autêntico absinto.
embriagados com o episódio vamos dormir de fininho, não sem antes colocar uma bacia ao lado da cama graças a deus pelo guronsan. episódio 56 - mr & mrs smith
April 11, 2008 05:39 PM PDT
há tempos, num aeroporto em trânsito, adquirimos uma 'mojo' revista de eleição para as intermináveis horas de espera nos terminais. o atraso previsto de três horas permitiu-nos desfolhar um artigo sobre a banda que mudou a pop, os penteados ridículos, a maneira de dançar 'à parva' e tornou os homossexuais sexys. estranho? nós explicamos. ponto 1. mudando a pop, criando a indie
na mesma fase, a cindy lauper usava aquelas roupas, o boy george aquela maquilhagem e ninguém os prendia... marr era o homem que, mais que evitar as músicas de 3 acordes e 'power guitar', criava os arranjos de guitarra, de uma complexidade quase barroca, e assim construía a teia à volta da voz de morrissey. o resultado mudou a pop. após o desmembramento da banda, seguiram-se a carreira a solo de morrissey, as participações de marr com radiohead, oasis e outros, os modest mouse, as trocas de impropérios, os casos em tribunal... felizmente, a música mantém-se intocável nas cassettes, vinis e fitas da altura, cd's, reedições, best-ofs, dvd's e mais recentemente em bits e bytes, disponível nos e-mules, limewires e blogs. Além de toda a brit-pop subsequente, criada por uma geração que não passa certamente ao lado dos Smiths, outras bandas como Belle and Sebastian The Killers, Bloc Party ou The Libertines reconhecem também a sua forte influência. ponto 2. penteados despenteados
ponto 3. dançar à parva
ponto 4. metro-gays-pseudo-heteros
já no novo século os óculos de massa entraram na moda e o penteado despenteado desenvolve-se, ao mesmo ritmo que as t-shirts dos rolling stones e ramones são vendidas na pull&bear a teens que as colocam no mesmo saco de compras que um disco da hannah montana ou dos tokio hotel. tanto o cabeleireiro como as t-shirts dos putos são provavelmente pagas pelas mães, de óculos de massa, que há 10 anos atrás suspiravam pelo morrissey, estando possivelmente neste momento casadas com pais que dançam à parva. -------------------------------------------------------------------------------
hang the dj:
ficam a faltar clássicos que apareceram noutros episódios como o 'there is a light that never goes out' pelos divine comedy (episódio 31), 'the boy with a thorn in his side' pelo jeff buckley (episódio 25), 'batyar - bigmouth strikes again' pelos ukrainians (episódio 7) ou o 'ontem sonhei que alguem me amava - last night i dreamt that somebody loved me' do miguel ângelo, num arrojo imoral-porno-pop que não encontro em lado nenhum. episódio 55 - lei da gravidade
April 01, 2008 11:37 PM PDT
mais de um mês depois do último episódio generalista de versões e duas semanas após o último episódio impunha-se regressar em grande estilo.
nos entretantos deliciem-se (ou não) com o esforço dos senhores que vos apresentamos a seguir. se tiveram o trabalho a tirar as pautas e letras na net e a gravá-las com um gravador melhor ou pior merecem pelo menos uns minutos da vossa atenção. e nada de falar enquanto os senhores cantam... cambada de malcriados. david byrne - i wanna dance with somebody (original de whitney houston) - terá sido a sério ou a brincar? não há maneira melhor de começar que com uma versão de uma música parola por um artista respeitável. grave!
já podem falar à vontade até breve! episodio 54 - episódio baseado em musica inspirada no disco dos thievery corporation retirado do catálogo criado pela verve...
March 18, 2008 05:20 PM PDT
pois é. apesar de parecer complicado é muito simples. numa das incursões pelo nosso armário de cd's empoeirados retirámos uma edição que nos abriu os olhos para o latin jazz, com um conjunto de grandes temas que, apesar de terem mais de 40 anos continuariam a dar que dançar. assim, mergulhámos no nosso arquivo em busca de temas que compusessem o ramalhete acabando com aquilo que chamamos de bons minutos de música de raízes latinas e que não comprometem o povo conhecido pela sua imensa virilidade, dos quais somos todos na edição bons exemplos. evitámos a tentação de roubar músicas ao álbum supra citado, bem como às colectâneas 'mojo club' que reúnem do melhor que se faz por aquelas bandas, mas não o conseguimos na totalidade. entre bossas, mambos, rumbas, sevilhanas, faltou algo genuinamente português faltou o fado, que nesta colectânea se poderia revelar, num paralelo viril, como a posição de missionário face à quantidade de bondage, sm, swing ou outras práticas francamente mais interessantes... e nem a fantástica prateleira da teresa salgueiro nos safa. caetano veloso - samba e amor
episódio 53 - three imaginary young boys
March 11, 2008 01:47 AM PDT
olarecas... em rescaldo de concerto dos 'the cure' no pavilhão atlântico e em fase revivalista da éter não queríamos deixar passar esta data em branco daí este episódio ser dedicado aos 'three imaginary boys'. algumas ressalvas:
ainda assim deixamos algumas pérolas cobertas por bandas que, ora lhes fazem jus, ora não...
descobrimos ainda um disco de músicas dos 'the cure', versão para crianças, quem sabe um filão para explorar nesta nova fase da vida... episódio 52 - lost in translation iii
March 05, 2008 12:23 AM PST
aproveitámos mais uma estadia em terras internacionais (desta na terra das tulipas e dos moinhos, das gajas nuas na montra e da ganza legal, apesar de ainda não ter visto qualquer dos artefactos atrás) para realertar para o mundo global com versões, na sua maioria lamentáveis, de músicas conhecidas. desde ritmos latinos de natal, a uma música crooner cantada em três línguas diferentes, passando por um alemão armado em cool (quem conhece bem os alemães acha piada a esta!) temos tudo para nos tirar qualquer ideia de comprar uma cassete de música local num café à beira da estrada, na próxima incursão por estradas europeias. mas nem tudo é mau... a verificar, o informatiemap: .elakelaiset - dementikon keppihumpa
.caetano veloso - nega maluca
.medley poliglota - it's not unusual
.belle et sebastian - poupée de cire, poupée de son
.perturbazione - portami via di qua, sto male
.beyoncé - irreplaceable
.celia cruz - feliz navidad
.fettes brot - the grosser
.youssou n'dour - jealous guy
.tzimis panousis - the final countdown
.seu jorge - rebel rebel
destacável do episódio:
tentamos descobrir ainda na netinha covers de artistas holandeses de renome - frans bauer, jaroen van der boon e marco borsato em busca de covers mais ou menos conhecidas, sob recomendação do nosso motorista amante de música rock. do último tiramos ainda um álbum de covers sem ter encontrado uma que fosse que nos lembrasse algo conhecido. provavelmente são covers, mas de músicas holandesas conhecidas. episódio 51 - high school - the discotheque musical
March 01, 2008 04:43 AM PST
early 90's... de mansinho chegamos à próxima década, conforme prometido no 48º episódio. assim, saímos da idade em que ainda somos influenciados pelos irmãos e primos mais velhos e aterramos no início da idade da parvalheira onde pensamos que sabemos o que queremos. começamos então a ir para os copos, tentar saber quais são e frequentar as discotecas da moda arranjando desculpas estúpidas que normalmente envolvem cumplicidade do pai deste ou daquele amigo. sacar um copo de borla ou entrar numa disco da moda à frente do pessoal todo da fila eram motivo de orgulho e de conversas com os colegas para as próximas semanas. hoje em dia tem piada, mas não se compara. sair é uma rotina e os sítios são os que nos fazem sentir mais confortáveis. beber perdeu um bocado e novidade e dá mais gosto fazê-lo em casa com os amigos. é mais fácil lixar 25€ em copos e nem temos de fazer poupanças durante umas semanas para pagar os shots no 'tá-se bem' ou inventar despesas não declaradas nas finanças familiares, competências que acabaram por ser úteis no futuro. como diria um amigo que cita frequentemente os eels - 'life is funny but not a-ha funny'. para compensar então saudades desse tempo, aproveitamos para passar aqui o musical de tempos felizes. segue a lista de bebidas brancas, com os respectivos ingredientes:
recordamos com saudade mas não saudosistas. mal passamos os obstáculos da altura descobrimos que a vida tem ainda desafios mais arrojados e passamo-los rápidos para conhecermos os próximos. episódio 50 - música para o coração
February 14, 2008 05:41 AM PST
caros ouvintes, emitindo desde a cidade do amor, portugal trazemos hoje o episódio especial do dia do namorados para todos vocês que nos ouvem por este mundo fora. estejam por isso no conforto do vosso lar, a caminho de casa da vossa cara-metade ou num carro a criar o ambiente para que a noite tenha o fim desejado, estamos certos que esta selecção vai ser a companhia ideal para o dia de hoje, dia em que não é propriamente fácil arranjar um 3º elemento que não esteja a mais. colocámos as músicas mais calmas no início, pelo que recomendamos à juventude que vai tocar a cassete no carro durante os comes para ter o trabalhinho terminado antes da faixa 10, sob pena de perder o ambiente. no caso de não terem propriamente uma pessoa ao vosso lado, usem esta banda sonora enquanto se lembram dos milhões de casais que estão a ter o dia mais miserável das suas vidas, aguardando cerca de duas horas por uma mesa num restaurante, aturando a cara de nojo do parceiro face à caixa de 'mon cheri' ofertada (ó querida, mas a senhora da publicidade parecia tão contente), ou na quantidade de malta que ganha doenças venéreas neste dia. always look on the bright side of life. 3 sugestões de amigo para o dia de hoje aluguem um filme de gajas nuas e mamem uma garrafa de whisky, liguem para os restaurantes a reservar mesas e não ponham lá os pés ou, a nossa favorita, vistam um camuflado e vão assustar o pessoal mais enamorado para o farol de leça. seja qual for o vosso caso, ouçam este episódio. porque assim como estes dias comerciais, há músicas das quais estamos fartos e convém descobrir-lhes novas perspectivas. para celebrar o dia de hoje todas as músicas falam do amor, mais lamechas ou mais cabrão - escolham a vossa perspectiva. segue então a lista de músicas que falam ao coração: cesária évora - besame mucho - señor coconut chachacha remix (original de consuelo velázquez)
episódio 49 - primeiro entranha-se...
February 10, 2008 04:20 PM PST
hola muchachos, desta vez abusamos de versões estranhas. numa semana marcada pelo stress proveniente de várias fontes, o nosso cérebro não funciona já direito, assim, encontramos conforto em versões meias parvas. assim, partimos para a dureza já de seguida... ideias soltas:
santas noitinhas episódio 48 - bons velhos tempos
January 31, 2008 12:04 PM PST
fizemos um episódio tão bom, tão bom, tão bom... que pensamos dividi-lo em 2. a música vinda do baú têm-nos invadido e começamos a entrar na fase da malta que ouve a música de quando 'era novo'. prova disso o cd duplo 'bairro alto' comprado por 8€ numa grande superfície comercial, ou a colectânea gratest hits 80's que recebemos de prenda no jantar de natal da empresa. a gota de água foi ouvir na rádio (antena 3, bons rapazes) a música dos happy mondays que abre este episódio e nos lembrou o tempo das primeiras saídas à noite e das viagens no carro dos tios do colega que tinha uma cassete com a música que na altura se dançava no indústria. mais que ouvir, o nosso negócio é partilhar. decidimos assim trazer-vos estas pérolas. daí termos juntado as faixas destes discos que nos provocaram um 'heeeeey!' e outras que andavam por aí perdidas no nosso subconsciente. a ideia é pôr o pessoal a dançar à parva. seria certamente um carnaval diferente. segue um coche de músicas para ouvir no walkman:
episódio 47 - los bitels - b versions
January 22, 2008 03:38 PM PST
para quem pensa que os bitels são coisa do século passado, do fim do ano passado ou mesmo do episódio passado, três palavras: quem manda somos nós assim sendo e porque a safra por terras de liverpool correu bem melhor do que prevíamos, regressamos com versões b do programa de fim-de-ano. como qualquer álbum de faixas b que se preze encontramos neste episódio versões para todos os gostos e feitios, desde salsa, ciganada, jazz, bossa, no fundo versões que fariam o john lennon dar voltas na tumba, o paul mccartney começar a escrever música horrorosa, o george harrison fumar que nem um parvo e o outro.... mmmh... acho que havia outro... não interessa. vejam com os vossos olhos: .alvin e os esquilos - do you want to know a secret - peguem num amigo muito macho, acertem-lhe com um pau de madeira nobre no meio das pernas, empurrem-no para o karaoke com uma música dos beatles. façam o mesmo a mais dois amigos e divirtam-se a ouvir esta música.
na semana em que aprendemos com a sobrinhada lá por casa que o macaco dos super dragões já tem direito a homenagem musicada no 'youtube' - procurem 'macaco líder' e grizem-se - este grupo de músicas é uma bênção. obrigado bitels por terem existido. episódio 46 - redlight wallstreet
January 19, 2008 01:50 AM PST
a éter, preocupada com a sua subsistência (afinal, não é fácil viver da rádio) começa à procura de negócios alternativos. assim sendo, procura espaço recôndito e confortável para alugar/comprar em leves prestações onde possa colocar umas colombianas/peruanas ou outras latinas provenientes de países de baixíssimo custo de mão de obra, com corpos esculturais, para servirem bebidas com trajos diminutos. surgiu ainda a ideia inovadora (já que nunca ninguém na éter viu algo semelhante) de colocar um varão no meio da pista e algumas delas dançarem para os clientes e, em troca de algumas notas, darem largas à imaginação. apesar de se prever lucrativo, nos primeiros tempos duvidamos que consigamos suportar os elevados custos a pagar, o que não se revela problemático já que alguns de nós somos donos de um banco, e como todos sabemos, donos de banco não pagam empréstimos. ainda assim, no sentido de poupar na música fomos procurar originais de músicas minimamente conhecidos que:
assim sendo, juntámos algumas pérolas para usarmos no nosso bar, para proporcionar aos clientes umas horas de folia low-cost. e convosco, meus senhores, jessica:
palmas para jessica... episódio 45 - vá, caminha!
January 13, 2008 05:10 PM PST
sim, a éter passou o ano. e benzinho para vossa informação. durante os últimos dias houve lugar às habituais 12 decisões de fim de ano: 1. publicar um podcast pelo menos todas as semanas;
vamos a meio do primeiro mês e mais de metade já foi ao ar. tentaremos novamente no próximo ano. entretanto continuamos a senda de dar boa música e nisso a éter não mudou nada. após um início de ano parco em tempo disponível (que esperemos não ser um prenúncio) começamos o ano com 12 covers 12, já do ano passado. tantos como as badaladas do ano foram escolhidas entre aveiro-porto-leiria-covilhã, daí ainda virem um pouco confusas e cansadas. não começamos com a pedalada toda pois sendo o éter por natureza optimista, apesar de 1/24 do novo ano já ter passado, o copo está ainda apenas meio cheio seguem as uvas-passas: bonnie 'prince' billy - i've seen it all (original de bjork e thom yorke)
em breve há mais. tenham uma santa semana. episodio 44 - los bitels
December 29, 2007 06:40 PM PST
cheers, mates! nesta que parece ser a última edição de 2007, aproveitamos a rádio e a televisão com que fomos passando o tempo nesta semana do defeso, pejada de horas no sofá, compras e doces fritos com demasiado açúcar, para aparecer com um tema diferente do habitual. após um programa na antena 3 totalmente dedicado aos meninos de liverpool (não, não falo do peter crouch, xabi alonso e amigos), de uma biografia no biography channel, de encontrar uma versão numa compilação que me ofereceram e do novo penteado do meu primo de 16 anos, parece óbvio que a moda está a regressar. como nós na éter estamos sempre atentos às novas tendências da moda (especialmente aquelas muito curtinhas e transparentes, que passam na passerelle no corpo de modelos esculturais em plena fashion tv) do mundo da música e assumindo-nos desde o início como revivalistas lançamos lenha para a fogueira. 14 versões 14 da fina flor da música ligeira anglófona, directamente para o vosso disco duro, ainda com cores vivas, muitas groupies e a cheirar a coca. se a moda não regressar, ficam na mesma com as versões que são óptimas e é bem feito para vocês que têm a mania parva de seguir modas. shame on you! all together now:
dêem as voltas que derem, nada mais fácil que reconhecer uma música deles. apetece mesmo ir buscar os 33 rpm velhinhos e ouvir os originais de seguida. ficam já os votos de bom ano novo de toda a redacção. se a partir da meia noite vos quiserem prender por alguma passa ilegal digam que viram muita malta a comer 12 seguidas às 00:01 e ninguém os prendeu. viva a lei anti-tabaco!!! episodio 43 - harry krishna everyone
December 25, 2007 08:54 AM PST
olá, quando o pessoal anda todo doido na estrada, as filas se adensam para os centros comerciais, recebemos 600 mensagens de amizade de malta que não nos cumprimenta na rua, não se consegue ver um filme ao sábado à tarde sem 150 spots a hipermercados, 120 a brinquedos e 40 a marcas de telemóveis - o dobro do costume, as músicas que ouvimos nas lojas e na rádio têm todas sininhos, os preços nas lojas sobem em flecha e no mesmo mês em que recebemos finalmente o salário que merecemos - também o dobro do costume, não há dúvida nenhuma - é natal!!! e sendo uma época com um significado tão forte não podíamos deixar os nossos pequeninos sem a sua merecida prendinha principalmente depois de um ano tão bom para a éter e de tantas alegrias. assim, deixamos a nata dos sons hindie de natal, para quem já enjoou a música dos elevadores e não pode ouvir a mariah carey a dizer que tudo o que quer no natal é eu e sendo uma época carregadinha de simbolismos deixamos as frases mais marcantes das músicas, para reflectir, sem segundos significados pois com coisas sérias não se brinca. .feist - lo, how a rose e're blooming
.evan dando - silent night .smashing pumpkins - christmas time
.ben folds - bizarre christmas incident
.jack johnson - rudolph the rednose reindeer .louis armstrong - 'zat you santa claus?
.sufjan stevens - come on! let's boogey to the elf dance .beach boys - little saint nick
.bright eyes - comfort and joy .r.e.m. - merry xmas everybody .rufus wainwright - spotlight on christmas
.eels - everything's gonna be cool this christmas
.forró in the dark - rudolph the rednose reindeer .james brown - funky christmas
.pearl jam - someday at christmas (jackson five cover) .ramones - merry christmas .mr. hankey - merry fucking christmas (south park)
.the darkness - christmas time (don't let the bells end) .the raveonettes - christmas song
.badly drawn boy - donna and blitzen .mogwai - christmas song harry krishna everyone!!! episódio 42 - mosh up
December 11, 2007 11:40 PM PST
voltamos neste episódio com música para a palhaçada, inspirada na noite da passada sexta-feira que teve todos os clichés de que há memória de noite semelhante em aveiro. desde o comboiinho mais longo do mundo, às pitas no engate na varanda, ao cravanço do shot ou à cena pseudo-gay. só faltou mesmo o colega a virar o barco para os bancos da nossa viatura, mas também não ficámos até ao fim da noite... enfim - lá se passou mais um jantar de natal da empresa. inovou-se realmente apenas com a verdadeira mosh primeiro com nirvana, depois com um slow muito xunga dos anos 80 - só para mostrar ao dj quem mandava ali. ainda embriagados dessa fatídica noite, partilhamos mais meiduzinha de músicas para moshar, com que assinalamos o regresso ao universo do mashup, desta vez do chill-out ao rock em pouco mais de meia-hora. segue a tracklist:
mooooooooooooooooooooooooooooooosh! episódio 41 - that covers all - pt. iii
December 07, 2007 08:10 PM PST
olá, esta edição é declaradamente indie. tentamos sintetizar aqui algumas das boas versões de ou com base em temas de bandas indie. daí o resultado ficar bem em qualquer bar completamente podre que queira facturar às custas da juventude. basta colocar este episódio a tocar e rapidamente passará de:
dedicamos por isso este episódio a todos os que querem enriquecer rápido, como celebração por termos encontrado a fórmula que nos permitirá contratar os nouvelle vague para animarem o nosso casamento. após o fantástico concerto de ontem no TSB, onde estava a totalidade da redacção da éter e seguramente metade dos fãs de referir ainda que a meio desta febre indie desenfreada, chateamo-nos da música estar a ficar muito homogénea e incluímos entre outros appetizers, uma versão a capella do thriller, versões de olivia newton-john e meia meia dúzia de bandas mais parvas só para chatear quem esperava ouvir neste podcast o mesmo que se ouve na maioria dos outros. segue o alinhamento...: .athlete - if i ain't got you (original de alicia keys)
momento sonic youth
momento olivia newton-john
.kasabian - too much too young (original dos the specials)
episódio 40 - jurassic park
December 03, 2007 05:34 PM PST
alô... já com saudades? para compensar trazemos um set de originais daqueles mesmo comprados na loja de marca e sem qualquer hipótese de contrafacção. naquele que é o 40º episódio daquela que é uma saga pelos caminhos da música dos anos 30 aos nossos dias. .dock reed, henry reed e vera hall - trouble so hard (algures entre 1930 e 1950). - começamos por um daqueles arrancados à história, mas que todos conhecem. alan lomax, musicólogo americano, andou pelo mundo a gravar música popular que documentou num dos arquivos musicais mais importantes do século. este espiritual negro em particular foi utilizado entretanto por moby no tema 'natural blues' do álbum 'play', álbum esse que foi totalmente 'vendido' a empresas para servir de base a comerciais. moby mostra que é fácil para um bom músico fazer música comercial, mas o inverso não é de todo verdade.
contentes de chegar ao número 40, não vemos a hora de chegar ao 400, curiosos para saber de onde virá tanta música. passem bem, sim? episódio 39 - that covers all - pt.II
November 16, 2007 06:49 PM PST
boa noite. continuamos a torrar uma boa safra de versões que têm vindo à rede nos últimos tempos. aquilo que divulgamos aqui é provavelmente do melhor que podem esperar deste programa e o material que ainda temos dá para mais duas ou três sessões semelhantes, num mês em que as estatísticas do podcast melhoram de forma consistente, apostamos na fuga para a frente com um jogo de não 8, não 10, nem 12, nem 14 mas sim 15! sim, ouviram bem, 15 covers do mais alto nível. compre freguês e leve grátis um jogo de toalhas. skye - feel good inc. (original dos gorillaz) - a vocalista daquela que se intitulava 'the devil's favourite lounge band' num concerto de boa memória no coliseu do porto, aqui por caminhos engraçados. uma boa versão para aquecer.
boa noite. episódio 38 - vaza pistas
November 12, 2007 04:06 PM PST
howdy! nesta que foi uma semana profícua no que a música para podcast diz respeito, junta-se alguns dos mashups do momento. desde o ragga-muffin' de beyoncé até o big-beat do fatboy slim de bela memória num sbsr aqui à atrasado phil b - work it out (beyoncé vs. bob marley)
o mesmo não podemos dizer do porto à noite. após dias de suspense e ânsia de reentrar no 31, fomos surpreendidos por uma noite 'retro kitsch'. não parecia má ideia - entrámos. desde versões duvidosas a sets mal escolhidos, sem passar por uma casa demasiado cheia e/ou pessoal de bar sub-dimensionado e/ou ambiente hostil. dançámos de iníci, ficámos tristes a seguir, quase desejosos de ter entrado no 'cerveja viva'. e porque há sempre um lado bom em tudo o que corre menos bem, chegámos a casa desejosos de ouvir boa música e nasceu este episódio. enquanto não chega novo sábado, desta no clandestino em aveiro, divertimo-nos com as sessões caseiras e estão todos convidados a passar por cá e beber um copo de whisky (a 5 euros obviamente). éter 37 - lost in translation ii
November 04, 2007 04:15 PM PST
olá juventude, 23 episódios depois da última incursão pela adulteração idiomática de temas bem conhecidos, Voltamos para mais uma visita guiada pela babel musical da nossa rádio. agora que já gastamos a nossa quota de clichets e palavras caras por episódio, focamos no que é realmente importante: a música. esta vem hoje em vários formatos e roupagens - desde a ressureição de nena, onde quer que estivesse enterrada, às traduções simplistas dos nuestros hermanos, sem a mínima preocupação da sonoridade, ou até à intérprete franco-búlgara que interpreta uma cantiga anglófona, num idioma que nem na net descobrimos qual é. curiosos? seguem então os hors d'oeuvres: mi chica está en coma - da
até no mesmo país onde os rolling stones são 'las piedras rolantes', as spice girls 'las chicas picantes' e o johnny walker é o 'juanito caminante', era impensável uma situação como a que passamos a descrever: Mi mi mi mi mi dulce mujer.
este é um extracto do clássico dos smiths, arrastado pelas ruas da amargura, numa das faixas do disco de tributo(?!) 'una luz que nunca se apagara', título provavelmente baseado naquela que é a faixa de tributo aos smiths em espanhol mais conhecida, por mikel erentxum. mas todo um novo universo de músicas de bradar aos céus nos é dado a conhecer neste disco, como o ilustram as músicas 'tenme ahí' (well i wonder) ou melhor ainda 'cuando és ahora?' (how soon is now). outra pérola é o início de ask 'la timidez no me deja hacer un montón de cosas que estarian bien' ou o refrão 'propon propon propon me!' ou 'pregunta la pregunta...'. cabrón!!! herz aus glas - marianne rosenberg
se a versão de blondie já soa a chafurdice, imaginem cantada em alemão por uma tipa que parece saída de um filme de enfermeiras portentosas que costumava dar na rtl ao sábado à noite no tempo em que um gajo fugia ao pai para ver as primeiras mamas na televisão às escondidas. tudo muda quando crescemos... e temos a nossa própria televisão. ich kann nix dafür - nena, oli & remmler
mais uma na língua das bratwurst, do daimler-benz e da schweinkopf, desta vez cantada por um grupo que tem nome de sociedade anónima. o primeiro nome é-nos conhecido - nada menos que a senhora que cantava os '99 red baloons', naquilo que foi a única faceta visível do música moderna alemã, a par com a nina hagen, os scorpions, os einsturdze neubauten e mais tarde os rammstein. ah, e um chanfras que cantava 'keine sterne in athen', música que nos lembramos de ver no top mais da altura que... esperem, esperem... acabamos de descobrir que é provavelmente este tal de remmler. assim sendo, esta é quase a selecção nacional pop da alemanha. como diria o eládio clímaco 'allemagne, deux points' makarena - sergey minaev
de fugir... a wiki aposta que metade da música o gajo não sabe o que está a dizer. uma coisa é certa, mais de metade da música nós não sabemos o que ele está a dizer hey joe! - franco battiato
por falar em mafia... se eu sonhasse com esta música, mal acordasse procurava na almofada ao lado da minha a cabeça decepada do cavalo. este franco devia animar funerais de de ex-mafiosos arrependidos 5 minutos depois de abandonarem a organização. odpowie ci wiatr - maryla rodowicz
esta música junta duas das boas coisas deste mundo - músicas do bob dylan e polacas. apesar de não percebermos bolha do que a senhora diz achamos esta versão fantástica principalmente porque achamos fascinante a cultura polaca, sobretudo quando expressa por jovens do sexo feminino, com uns copos em cima. aproveitamos para referir que queremos fazer um episódio sobre o fascinante património músical polaco e procuramos nativas, dos 18 aos 30 anos para opinarem acerca deste assunto. pf enviem foto de corpo inteiro para o mail do podcast. dreams - faye wong
correndo o risco de chocar ouvintes mais sensíveis, reinvocamos a grande fayeeeee wooooonnnggg, que aparece de novo com uma versão onde explora todos os seus dotes vocais, metendo a dolores o'riordan num bolso, daqueles pequeninos de kimono tamanho s comprado na loja dos chineses. é bom pensar que apesar de todo o arroz, a menina ainda consegue cantar assim. e, se bem conhecemos os chineses, a letra deve ser uma imitação perfeita. gigantic (pronuncie-se guigantic) - wakusei
encontrado num álbum japonês de tributo aos pixies, esta música faz-nos crer ainda mais que os japoneses não fazem peva de ideia que falam um inglês de bater de queixos. esta música era a mais engraçada do álbum, apesar de outras, mais minimalistas, serem talvez mais representativas. o que interessa é que não se safa uma. il rock della prigione - little tony
o tonizinho, em português, encanta aqui com esta música, cujas vendas lhe permitiram comprar uma vespa, sacar umas garinas e provavelmente arranjar uma DST e bater a bota. antes isso que ir dentro, ou ficar como o elvis nos últimos tempos. after all there was another - david fonseca
momento alto dos momentos musicais do gato e dos poucos que vai ficar na história. david fonseca faz aquilo que sempre quisemos fazer e mostra que o pimba é fixe, desde que traduzido. de tomates... son of a preacher man - sylvie vartan and axelle red
tentamos de tudo e não encontramos uma pista de qual o idioma em que a senhora canta. arriscamos que é em búlgaro, já que a senhora é de origem franco-búlgaro e não nos soa a francês - falta o pretensiosismo. na discografia de sylvie vartan encontrámos obras em várias línguas pelo que pode quase ser qualquer uma. é isso aí - ana carolina e seu jorge
uma versão bem conseguida do acutilante tema de damien rice, ou em inglês 'dá-me o arroz', que ouvimos na rádio nova e tão boa companhia faz, por vezes, nas viagens de carro nocturnas. aqui pela mão de seu jorge que também reinventou bowie num álbum arriscado. o mesmo seu jorge que no dia 12 vai estar no coliseu de lisboa e que já atingiu o estatuto de perdoarmos tudo por saber que o melhor ainda está para vir. por hoje é tudo... como diz o seu jorge 'a vida sempre continua'. votos de uma santa noite, onde estiverem, com quem estiverem, seja de que sexo ou nacionalidade forem e independentemente do idioma em que lhe chamem nomes. éter 36 - halloween ost
October 30, 2007 01:30 AM PDT
um minuto para uma rapidinha... era eu um jovem imberbe e as festas em casa dos amigos eram um ponto alto do ano. fazia-se gelatina de vodka, misturava-se tudo na sangria (delícias do mar, superpop, velas a boiar), curtia-se e no final arrumava-se a casa a muito custo, enchendo buracos de cinza na alcatifa com cola e cotão. preparava-se cada festa ao centímetro. era um gozo quando corria muito bem, se enchia a casa com malta a dar com um pau, a polícia aparecia e afinal não era nada ou começava uma relação que durava apenas algumas horas ou para toda a vida. e quando isto acontecia tudo na mesma festa? lembramo-nos de um halloween assim, e parte da banda sonora era esta - bandas sonoras de antigos filmes de terror, disponíveis faixa-a-faixa, que aqui disponibilizamos para quem ainda tem uma festa para preparar: http://mmarques23.multiply.com/music/item/7/bruxas_15_songs tales from the crypt
um conselho: quando engatarem uma bruxa, assegurem-se que ela está maquilhada. peace, ouija éter 35 - dia de reis
October 29, 2007 05:47 PM PDT
olá. numa semana onde o feriado é rei, após um jantar no 'rei dos galos de amarante' e após ver um jogo do desporto-rei na televisão com 3 golos após uma série de reimates à baliza, fizemos este pó-de-castro. reiteramos o gosto pelo original e reigressamos com mais um episódio de originais reitirados de outros blogs, sites da especialidade ou surreipiados dos discos rígidos dos amigos. reisultou um mix interessante para ser ouvido durante a reialização do nosso trabalho ou no carro, no reigresso a casa. e porque não sabemos treinar equipas de futebol nem somos o nº 1 a comer pudins, reicriamo-nos a fazer coisas como a que se segue: . arnaldo antunes - saiba (2004) - revisitada no ano seguinte por adriana 'partimpim' calcanhoto, comprova a fama deste antigo titã como o rei dos graves. ouvimos a música baixo e podiamos jurar que quem a cantava era o robot de 'fitter happier' dos radiohead.
reispeitamos a vossa opinião acerca do nosso programa por isso arreiscamos a pedir que deixem o vosso comentáreio. boa noite éter 34 - keep on rocking in a material world
October 28, 2007 03:47 AM PDT
extracto do artigo do wall street journal - 24 agosto 2007, tradução do autor venture capital, rockin' to the oldies
bandas de rock 'que já deram' estão habituadas a serem ignoradas pelas editpras e gozadas pela imprensa musical. mas na grã bretanha encontraram um novo 'groupie': o capital de risco. um banco de investimentos de londres - ingenious media plc, está a financial álbuns de regresso. no último mês contrataram os ub40 (...). outros artistas a trabalharem em cd's para a ingenious são peter gabriel e a banda de techno rock prodigy. a empresa, especializada em comunicação social e entretenimento paga pela produção musical, marketing e distribuição dos cd's. os seus parceiros surgiram com a ideia de começar dois fundos para apoiar grupos desaparecidos há três anos, chegando actualmento aos 80 milhões de dolares. os fãs enchem frquentemente os concertos para ouvir velhos grupos a interpretar os seus êxitos, mas tipicamente ignoram as suas novas edições. a ingenious apercebeu-se que, com a indústria musical a passar uma das suas piores fases de sempre, as discográficas estavam a reduzir gastos - e alguns artistas veteranos necessitariam de mais apoio. duncan reid, director comercial da ingenious, refere que o seu alvo são bandas britânicas, do punk ao pop, sem contrato com editoras de renome. a Ingenious estima que, com estas bandas antigas a probabilidade de um êxito é menor (daí a atitude das editoras maiores), mas também menor o risco de um desastre. a empresa e os artistas ou o seu manager discutem estratégias de marketing e distribuição, subcontratando posteriormente essas tarefas. 'estamos lá para contribuir com a nossa experiência, dando conselhos e supervisão', refere duncan reid. os discos da empresa são distribuídos globalmente. até hoje, a empresa financiou 15 albuns e acordou outros 7, (...) tendo já editado 2. um, de uma banda gaulesa de grunge, the heights, vendeu mal. o outro, da banda de 1990 travis está a vender razoavelmente. as editoras esperam tipicamente que 5% dos seus albuns sejam lucrativos. (...) o sr. reid, de 49 anos, não vai a concertos para seleccionar bandas. ele e os seus parceiros confiam nos seus contactos no meio musical para lhes trazerem artistas à procura de financiamento (...). os consultores de investimento dos ub40 (...) aconselharam-nos a visitar a ingenious em busca de financiamento. o contrato da banda com a virgin - grupo emi, tinha já terminado em 2005. o manager da banda, lanval storrod, refere que os oito elementos da banda sentiram que faltava às outras companhias eficácia na promoção das 'heritage bands' - a designação da industria para artistas com mais de 40 anos.o problema seria que as editoras tendem a promover todas as bandas da mesma forma quer seja uma banda adolescente ou com 20 anos de experiência, refere o sr. storrod. um representante da emi realça a boa relação entre a editora e a banda. como uma das bandas reggae que mais vendem no mundo, os ub40 acreditam que as vendas do seu novo disco cobrirão provavelmente os custos de produção e promoção, mesmo que não seja um êxito, refere o sr. sorrod. a banda teve uma ideia que poderia ser difícil de vender: o novo cd focaria assuntos políticos e sociais. a ingenious avançaria então com 1 milhão de libras para criação distribuição e promoção do disco, que está agendado para o início do próximo ano. o lucro inicial irá para o fundo ingenious. assim que o investimento tenha sido pago, o fundo e a banda partilham os lucros adicionais, caso existam. um dos aspectos que a banda aprecia deste negócio: ao contrário de uma 'label' os executivos da ingenious não pedem frequentemente um ponto de situação do álbum ou visitam os estúdios de gravações em birmingham. afectadas pela crescente pirataria e lucros decadentes, as editoras têm reduzido o número de bandas que apoiam. com o poder das grandes discográficas limitado, as bandas têm pensado em novas formas de editar música. (...) a ingenious não pede às suas estrelas de rock para agirem como estrelas de rock, o que agrada a peter gabriel com 57 anos, como refere mike large, gestor da empresa de peter gabriel real world holdings. Ele diz ainda acerca do músicos com a idade e experiência de peter: ‘eles não estão famintos pelo circo de publicidade, digressões e sessões de autógrafos. sabem que têm uma grande base de fãs que irá comprar um disco, se alguém lhes disser que saiu’.
artigo completo em: http://online.wsj.com/public/article/SB118791233070307293.html algumas questões da nossa edição, que percebe um pouco de música e ainda menos de economia: 1) será que estes senhores viram o 24-hour party people? para quando contratarem os happy mondays?
o amor à música é como a tesão, desaparece na meia-idade. e depois... quem paga o viagra? eter 33 - that covers all
October 14, 2007 02:56 PM PDT
depois de um par de semanas com assuntos vários, de naturezas e importâncias várias desde comprar uma caixa de ovos moles na dª apresentação a subir as escarpas do porto, de dançar com um sueco a comprar trifene para uma alemã, tentar traduzir para inglês 'toucinho do céu', justificar um cotovelo rasgado, tentar inventar a diferença entre um 'douro' e um 'alentejo', demorar hora e meia a tirar 4 fotostopo-passe instantâneas ou, mais recentemente, recuperar o mixmeister, há muitas considerações a tecer. pontos negativos - o tempo escasseia. pontos positivos - a vida anda para a frente e há a possibilidade de preparar bem o novo episódio de covers. este episódio é fabricado com base em 2 semanas que nos trouxeram, entre outros, o programa 'bons rapazes' da nova grelha da antena 3, após tempos de saudade de um bom programa da autor com a mão de álvaro costa, sem as recorrentes referências aos milhares de concertos que viu em londres, bruxelas, guiné-conacri e burkina faso. sabe particularmente bem, principalmente quando acaba o tempo de antónio sèrgio na comercial e o airplay é cada vez mais a única possibilidade - valha-nos o podcast. conseguimos ainda encontrar 2 álbuns épicos de covers de onde saíram alguns dos covers deste podcast - cosmosonica - crazy covers de tom middleton e radio 1 established 1967. assim, voltamos à carga com covers com pedalada preparando uma possível passagem para os dancefloors. tentámos ainda modernizar neste episódio já que no último mês tivemos 2 feedbacks de que o programa estava a ficar velhadas - quero ver os vossos pais a mosharem ao som deste! destaque ainda para os arcade fire que abrem e fecham, bem como para ukeleles a tocar kate bush ou o lenny kravitz a encontrar benny hill, pelas mãos do moog cookbook. . arcade fire - naive melody (original dos talking heads)
e... de volta ao trabalho. episódio 32 - baralha e volta a dar vi - ping, ping...
September 30, 2007 05:13 AM PDT
ping ping ping ping voltamos com a chuva para mais uma emissão de rádio ao natural. tirámos as t-shirts e os calções de banho das gavetas da cómoda, e tomaram o lugar dos casacos e dos camisolões que, por cheirarem a mofo, ficaram a arejar no jardim durante algum tempo. num dos bolsos do sobretudo à mourinho fomos encontrar estas músicas que pusemos aqui para ganharem cheiro a limpinho. esta tarde deverão estar prontinhas para seguir para a máquina de lavar onde sofrerão mais duas ou três versões, umas mais duvidosas que outras. como dizia um ouvinte esporádico, ainda não é desta vez que passamos música deste século. se querem ouvir as últimas tendências da moda sugiro a mtv para o pop, o elbo.ws ou o hypem.com para o indie, a tsf para as notícias e a asae para a música de dança aqui só dá música que 'toca uma campainha' (ring a bell no inglês), música que soa a alguma coisa que já ouvimos numa versão mais pirosa ou menos genuína. se são ouvintes de longa data, sabem que eu sei que vocês sabem do que estou a falar. se não são convidamo-vos a passar a próxima hora connosco - arriscam-se a ficar clientes. segue o catálogo outono/inverno 2007: secção de mulher
secção de criança
secção jeans / desporto
secção senior
talão de encomenda
há para todos. comprem meninas comprem... episódio 31 - caminhos cruzados
September 18, 2007 04:31 PM PDT
olá olá já não é novo para nós que a vida não é propriamente fácil para quem não tem ideias - basta ver o recente jogo fcp vs. liverpool. dedicamos então mais um episódio a ir de bestial a besta nisto dos covers. entramos ainda num novo conceito - o cover-mashup. se privilegia a quantidade em vez da qualidade, temos também o que procura. está tudo aqui segue o mapa de estradas: sonic youth - simpsons theme (original de danny elfman) - nota-se bem o toque de thurston moore e colegas na versão que abre este episódio. em altura de febre amarela (que se faz ouvir desde a estreia do filme). agora sabemos como se sente homer quando sai do bar do moe. incubus - hello (original de lionel richie) - os incubus são de cuspir na sopa, o lionel richie pós-commodores só deu nisto - calipso crazy, dancing in the ceiling, yada yada... juntem os dois - blah!!! the cooltrane quartet - should i stay or should i go (original dos clash) - uma das descobertas mais interessantes desta semana - colectâneas jazz &... 80's, 90's, you name it. pelos vistos, a última moda de buenos aires é aquilo que se fazia por cá nos tempos em que os los guapos tocavam versões dos beatles - plagiar pelo dinheiro. eu descrevia-os como os nouvelle vague sem metade da pinta, mas é polémico. e parece que isto não pára por aqui - http://peixesbanana.blogspot.com/2006_08_01_archive.html paul anka - black hole sun (original dos soundgarden) - curiosamente o disco deste senhor tem um alinhamento semelhante ao jazz & 90's - wonderwall, black hole sun e smells like teen spirit - parece-me mais que uma coincidência. em grande. jah division - love will tear us apart (original dos joy division) - diz-se meio na brincadeira que nenhuma banda é realmente indie até ter uma versão desta música. neste link podemos encontrar mais de 30: http://myoldkyhome.blogspot.com/2006/05/love-will-tear-us-apart.html esta é apenas uma delas... josh rouse - a forest (original dos the cure) - boa versão deste senhor do clássico por vezes esquecido de uns cure quase esquecidos jack johnson & g-love - holiday / fallin' up (originais da madonna / black eyed peas) - eis o que acontece quando juntamos dois mestres do cool e do improviso que entram num programa de rádio para pagar a prancha de surf novas e os mojitos do luau da noite anterior. muito bom. kaiser chiefs - golden skans (original dos klaxons) - a música é gira e os kaiser chiefs alteram-na pouco - de olho. franz ferdinand - what you're waiting for / white wedding (originais de gwen stefani / billy idol) - este mix improvável é o verdadeiro 2 em 1 - começa no shampoo e acaba no amaciador, para cabelos com gel. foo fighters - keep the car running (original dos arcade fire) - esta versão mostra-nos os foo fighters na ingrata tarefa de ousar arriscar uma orquestração rica e tensa como a dos arcade fire. há 4 meses nem sacava esta música, há 1 semana não me acreditaria nela. fecha 3 músicas sempre a subir. matthew herbert big band - singing in the rain (original de fred astaire) - já andava no disco rígido há algum tempo, há espera da altura certa. épico! jose feliciano - light my fire (original dos doors) - de espanha nem bom vento nem bom... josé feliciano. chamamos a atenção para o final da música - não, a faixa não está riscada . ele repete mesmo 'light my fire' 45 vezes. r.e.m. - wicked game (original do chris isaak) - quase de chorar. uma música quase perfeita, a helena christensen e uma praia - o que é que aquele palhaço está a fazer no vídeo? os r.e.m. fazem justiça e mostram-lhe como se faz. the divine comedy - there is a light that never goes out (original dos smiths) - de chorar... destacável deste episódio: miguel ângelo - toda a gente sabe que te amo (original dos divine comedy) - de chorar... a rir. além do sintetizador bontempi com o efeito mais cómico da música portuguesa, da voz apalhaçada do miguel ângelo de quem tem a mania que recita num disco parvo no início de uma anedota de carreira a solo, também temos de aturar a tradução 'à letra' de uma letra intraduzível. salienta-se a passagem 'Eu disse aos meus amigos Que ficaram esclarecidos Até acho que os cansei Pois no fim só um guardei...' ah! por falar em idiota, já mencionei o videoclip? uma verdadeira comédia (ah! ah! ah!) divina (meu deus...). mais um episódio sofrido, quando já se começa a discutir o conceito rádio éter v2.0. será que resulta? mais pormenores em breve, sempre em part-time... divirtam-se episódio 30 - the art of the mix
September 09, 2007 05:36 PM PDT
corria o ano de 2003. reinavam o kazaa e o napster. meia dúzia de downloads exigiam uma dormida no sofá para desligar o telefone às 3 da manhão e o pai não notar na conta. davam-se ainda os primeiros passos na partilha do mix via internet. a banda larga era uma miragem e estava só ao alcance de alguns. o mixmeister era o 3. fazia-se mixes que poeticamente se trocavam, gravados em cd's pelo correio. o site do momento era o 'www.artofthemix.org'. recebiam-se cds de vários pontos dos estados unidos e pagámos balúrdios de portes porque a honra e o bom nome eram para manter. caprichava-se também nos inlays, com imagens de www.explodingdog.com o que fazia de cada cd gravado algo singular. guardavam-se em capas de plástico - mailers - e iam connosco de férias. hoje basta um portátil e pouco mais. ficam a saudade, a nostalgia e este mix que andava perdido no armário dos cd's - o êxito da altura pois rendeu 3 trocas - foi para espanha, eua e letónia. ouvia-se em 2003: new order - regret
mai'nada! episódio 29 - baralha e volta a dar v - hallelujah
September 08, 2007 07:16 PM PDT
hallelujah. cá estamos com mais um episódio do nosso podcast, numa fase de produtividade mais baixa. quiçá a conhecida crise da meia-idade que nos homens dá aos 40, nas relações aos 3 anos (ou 5 ou 9, é sempre uma boa desculpa) e nos podcasts ao fim do 1º entretanto e porque a mercadoria começava a apodrecer no armazém, devido ao calor que se faz sentir, resolvemos pôr alguns clássicos a arejar e para isso voltamos com mais um episódio de originais que alguém tirou do armário, lavou, passou, vestiu e o sucesso foi tanto que sacou logo logo um parceiro sexual - algo que só acontece no mundo da música. desta vez, durante a pesquisa deparamo-nos com alguns êxitos tugas dos anos 80 dos quais nos orgulhamos que afinal são tudo menos nossos. segue então o livro de salmos: . betty hutton/irving berlin - you can't get a man with a gun (1950). björk guðmundsdóttir & tríó guðmundar ingólfssonar- ÞAd sést ekki sætari mey - o que interessa reter do nome da banda é apenas o 1º nome - björk - que reinterpretaria esta música do musical 'annie get your gun', alterando a letra para islandês. este disco, que retira a islandesa do registo 'sugarcubes' tem ainda muitas outras versões que merecem ser ouvidas.
'mata os teus ídolos' - parte 1 (nesta rubrica assassinaremos, volta e meia, os ídolos tugas da nossa infância).
. bob dylan - knocking on heaven's door (1973). vale a pena dizer alguma coisa sobre a versão dos guns'n'roses? só que o original foi escrito para a banda sonora do filme 'pat garrett & billy the kid'.
mais um episódio está no ar. hallelujah! episodio 28 - melancholy and the infinite sadness
September 01, 2007 11:58 PM PDT
hoje acordei assim... chico buarque - beatriz
espero que passe rápido. episodio 27 - 1 ano de éter
August 01, 2007 06:16 PM PDT
pois é... um projecto iniciado dia 02/08/06 por alturas de uma paragem forçada devido a uma operação ao joelho. 1 ano depois, o programa está mais firme que o joelho. ganhou vida própria e tornou-se imprescindível. se não rouba horas de sono à semana, priva-nos ao fim-de-semana de ir ao shopping ver montras, passear a sogra ou ler o jornal dentro do carro à beira-mar. mais que a qualidade do produto final, importa a viagem e o muito que se aprendeu pelo caminho. nada já seria igual sem ele. como em todos os episódios, a música fala por si: frank sinatra - happy birthday to me
o desejo sincero de muitos e longos anos de vida e os votos de um novo ano cheio de feed views, downloads e visitors. parabéns éter. episódio 26 - baralha e volta a dar iv - 'ma mala baratinha
July 29, 2007 09:10 AM PDT
as férias estão aí, mas não iríamos de consciência tranquila sem vos servir o cozinhado de originais frequíssimos, colhidos na última incursão à horta. assim, naquele que será provavelmente o último programa antes da [o] rádio éter [o] fazer um ano de idade (pois é, já passou tanto tempo) ao ritmo frenético de 2 episódios por mês, trazemo-vos alguns originais que de bom grado vos acompanharão nas vossas incursões de férias. de carro, mota, comboio ou avião. levem-nas convosco - são giras, práticas, cabem em qualquer pen e não dão trabalho nenhum. são boas enquanto se lê um livro na praia, se espera pelo metro certo ou, na pior das hipoteses, quando se tenta ignorar o choro do bebé (normalmente espanhol) que se sentou mesmo atrás de nós no banco do avião. segue o roteiro: . solomon linda and the evening birds - mbube (1939) - começou como uma música encomendada na áfrica do sul, ganhando grande notoriedade e sendo, desde lá interpretada por vários autores dos vários continentes. o autor ficou a ver os royalties por um canudo enquanto a editora foi enchendo os bolsos. mudou o nome para 'wimoweh' (1952) e 'the lion sleeps tonight' (1962) sendo progressivamente alterada para uma versão mais comercializável ou nacionalizável, com direito a versões em dinamarquês, francês ou japonês. teve direito a versões dos 'they might be giants' ou 'r.e.m.' antes de ser arrastada pelas ruas da amargura pelos '*n sync'. e o autor sempre sem ver tusto. . bread - anything i own (1972) - versão original da música que se iria tornar mais tarde conhecida pelas mão de ken boothe, boy george ou, mais uma vez, 'n-sync, já com o nome 'everything i own', passando de música de embalar meninos para música de empalar meninas. a versão reggae de ken boothe podem encontrar no episódio 21. . the troggs - love is all around (1967) - o original é muito troggs - guitarras e gajos a cantar ao desafio. ganhou novo corpo nas mãos dos (outra vez?!) r.e.m. e rodou nas rádios até chatear quando da banda sonora de 4 casamentos e um funeral, pelos wet, wet, wet (nome que também dava um bom nome de filme). . bill withers - ain't no sunshine (1971) - já nem o michael jackson consegue ser 100% original. a música foi já um êxito na data da sua edição original (atingindo o 3º lugar do top americano) ganhando notoriedade na europa quando interpretada pelo 'rei da pop' michael jackson. na wikipedia podemos encontrar referências a mais de 30 outras covers por artistas de al green a ziggy marley. . the chi-lites - have you seen her? (1971) - andava à cata de cd's em promoção e deparei-me com este original dos 'the chi-lites'. esta música voltou aos tops pelo saudoso mc hammer em 1990 chegando aos tops da billboard, à colectânea 'fido-dido apresenta nº1' de 1991 em portugal, cd que teimosamente tem resistido às nossas várias limpezas de espólio discográfico. um dos hinos 'slow mão-na-bufa' da nossa meninice. . j.j. cale - cocaine (1976) - foi recusada a sua passagem pelas rádios porque tinha uma palavra proibida: 'ai meu deus, agora até de droga se fala'; 'o que vão pensar os jovens que a ouvirem? que aquilo é bom? qualquer dia fazem músicas de fazer o sexo'e 'isto no rock é tudo uma cambada de drógados. até têm o cabelo comprido...' estes comentários duraram até o ganzado do eric clapton, que era famoso decidir gravá-la - 'este sim, tem cara de bom moço'; 'que sensível, a fazer música contra a droga'; 'deve dar um rico genro'. mais um caso de música boa sem os conhecimentos certos. . the la's - there she goes again (1988) - a versão que conhecemos é da autoria dos 'sixpence none the richer' que conseguiram trepar nos tops às custas de uma miúda gira a cantar e de um nome de banda tão estúpido que devia ser ilegal. . the talking heads - burning down the house (1983) - música notável dos talking heads, retomada mais tarde de forma notável por tom jones e os cardigans e mais tarde por tiga, versão que apresentámos no episódio 20 - um episódio notável. . led zeppelin - d'yer mak'er (1973) - esta música vai buscar o nome a um jogo de palavras obtido com a pronúncia desta palavra em inglês, que soa a 'jamaica' mas também a 'did you make her'. estúpido ou não, houve na altura quem pensasse ser um hino ao demo (dear maker) - que raio de ideia, não chegavam as ketchup. o que é certo é que sheryl crow pegou no original e fez dele um homem em 1995, daí esta música estar aqui. é dos diabos... . edwin starr - war (1970) - porta-voz do desconforto anti-vietnamita nos e.u.a., edwin starr expressava assim a sua raiva com um single no nº1 do top local. estava inicialmente para ser cantada pelo temptations, mas a sua edição foi cancelada para não melindrar os fãs mais penteadinhos. voltou à ribalta em 1986 pela mão de bruce springsteen, numa altura mais calma, no interregno vietname - iraque. . the guess who - american woman (1970) - o original do êxito de lenny kravitz com um vídeo fantástico que nos trazia heather graham no seu melhor. . the isley brothers - caravan of love (1985) - no ano seguinte saía a versão dos housemartins, bem mais interessante e que ofuscou completamente uns isley brothers já com um irmão a menos. apesar de ter sido um nº1 não lhes conhecíamos este hit. . nina simone - don't let me be misunderstood (1964) - escrita para nina simone que a interpreta com a sua simplicidade única, atingiu outros públicos pelas mãos dos 'the animals' (versão rock) e 'santa esmeralda'(versão disco), sendo esta última eximiamente recuperada no filme kill bill. as voltas que o mundo dá. . velvet underground - sweet jane (1970) - aqui uma versão ao vivo da mais conhecida música dos cowboy junkies, utilizada no filme 'natural born killers' de oliver stone. . little willie john - fever (1956) - o original foi dois anos mais tarde adocicado e transformada em música pop por peggy lee. . tony martin - there's no tomorrow (1950) - baseado em 'o sole mio' musica italiana por eduardo di capua, mais tarde americanizada por elvis presley em 'it's now or never'. esta é a versão que serve de base à música do rei, sendo alguns dos versos semelhantes.esta é o meio termo entre o belcanto e o frenetismo pélvico. . tears for fears - mad world (1982) - estava-se a entrar pela música electrónica dentro e os 'tears for fears' ditavam a moda. mais tarde, gary jules transformava a música num one-hit wonder sensaborão, arrastado e desinspirado (na nossa humilde opinião). . world party - she's the one (1996) - por esta nao esperávamos... sabíamos do gosto antigo de robbie williams tomar músicas de outras bandas, reinventando-as como suas (já o relatámos no episódio 21 com king of the bongo ou no 13 com o original de something stupid pelo clã, ou capo, sinatra), mas esta música parece tanto dele que nunca pensámos que iríamos encontrar as suas raízes num disco de uma desinteressante banda britânica com origem nos waterboys. quanto a nós, contamos festejar o 1º aniversário da éter, confortavelmente sentados no avião a caminho de barcelona para uma semana e pico entre a cidade e as praias da costa brava, para esta última ainda sem hotel marcado. se conhecerem sítios porreiros avisem. até meados de agosto! episódio 25 - vai e vem
July 15, 2007 07:31 AM PDT
mais uma vez avançamos para um episódio de covers, desta vez misturado num quarto de hotel bafiento no meio de nenhures, alemanha. talvez por isso alternemos entre feel good musics que nos fazem sentir realmento vivos e momentos mais intimistas que nos ajudam a entender as vantagens do isolamento. o resultado final é um episódio que consideramos bem equilibrado e divertidíssimo. ouçam com os vossos próprios ouvidos: cansei de ser sexy - pretende we're dead (original das l7) - esta música, original das meninas 69 em inglês, remonta aos tempos do início do grunge e já motivou muita mosh nos idos tempos da adolescência. esta versão toma proporções electrónicas galhofeiras, que podem ser bem aproveitadas em pistas de dança por dj's mais atentos. ficamos na expectativa pelo concerto de paredes de coura. uno. uno. uno, dos, tres.
conforme sempre disse a ementa à minha frente, extras werden mit 0,50€ berechnet. até breve e dêem graças pelo sol - na alemanha chove... podemos não ser ricos, mas pelo menos o sol é de borla. episódio 24 - ó elsa...
July 08, 2007 05:54 PM PDT
este é um episódio choque de gerações - passo a explicar... 1. os velhos jarretas do tempo das minhas irmãs vão pensar 'que raio estará ele a dizer'
então, este vosso humilde servo dirigiu-se na 3ª feira passada ao super bock super rock, como fez notar o unas, um dos poucos festivais de verão sem os da weasel. fê-lo com a desculpa de acompanhar uns colegas, rearranjando algumas reuniões e pedindo um dia de férias à sua entidade patronal. estreou-se no super bock super rock há 13 anos - pontos altos: surpresa na entrada quando os seguranças obrigavam os mais incautos a deixar as matracas e as soqueiras de metal, fugir do palco quando o miguel guedes começou a 'cantar', assistir a fabulosos concertos de gnr, morphine, paulo mendonça, faith no more e ao início do declínio dos cure e finalmente ver um tipo a cair para o lado após pedir a enésima cerveja. apesar do espírito de aventura que uma façanha deste tipo constituía aos 15 anos, a experiência foi de tal modo positiva que a ida a um festival passou a ser um dos pontos altos do verão. os internacionais vilar de mouros, zambujeira do mar, paredes de coura, os nacionais cais do rock, ritual rock e ultimamente os electrónicos hype@meco, cbt em celorico de basto, yada yada. após curiosamente, o mesmo sbsr há 4 anos, segui-se a prioridade às férias no estrangeiro, as incompatibilidade com o calendário laboral e o facto dos amigos para estas coisas começarem a a)casarem b)emigrarem c)tornarem-se uns chatos d)terem a mania que só gostam de jazz e)não estarem para aí virados. até essa data, a única desculpa conhecida era o 'estar sem pasta'. este ano, o jimbras voltou à acção. para tal um conjunto de astros se alinharam - o amigo que está no luxemburgo vir a portugal com a namorada checa para apanharem um avião para cuba, não ter nenhum assunto inadiável agendado para terça à tarde e quarta de manhã, estar aboorecido e sedento de acção musical e, por fim, mas não menos importante, os bloc party e os arcade fire estarem cá no mesmo dia, o que valia o esforço. a experiência começou após uma deslocação de trabalho a braga, apanhar os amigos vindos do porto na estação da aveiro para seguir para lisboa. aí notei logo que algo tinha mudado - eu ia a conduzir, não havia nenhuma tenda, lata de atum, t-shirt de banda ou garrafa de álcool a bordo e o regresso seria já amanhã. outra coisa que mudou - o amigo tinha os cds todos das bandas que iam actuar, eu não tinha um único - ele tinha feito o tpc, eu não. o bom feeling mantinha-se. curiosamente, manteve-se também a sensação da sensação de liberdade na chegada ao recinto. lá dentro as novidades eram muitas - primeiro os diferentes ambientes que apesar de desfocalizarem os transeuntes, se justificam principalmente num festival com apenas um palco. depois a organização impecável do evento, davam mixed feelings - 'isto é uma porra de um festival ou a festa do noddy'. finalmente as gotas de água que fizeram o copo transbordar - comi um hamburguer e deram-me um recibo. PORRA! seria para apresentar na empresa ou para o IRS? o que é feito do tempo em que um gajo levava na cara se reclamasse que a cerveja estava pouco cheia? em vez dos nomes das bandas ou das t-shirts com o che guevara, a frase de ordem era 'este estabelecimento tem um livro de reclamações'... ... ... reclamar com quê? que a comida tem pó, é pouco condimentada ou que o hamburger está meio congelado ainda? nem isso se pode fazer - agora tem-se além dos clássicos hamburgers e cachorros, das esporádicas bifanas ou sandes de torresmos, tem-se à disposição a impoluta comida biológica, o massificado kentucky fried chicken e a gourmet pita de picanha. para quando o rodízio, a nouvelle cuisine ou os supositórios de nutrientes para os mais mariquinhas? e que bem sabe depois do hamburguer vegetariano ir lavar as mãozinhas com palmolive ou urinar nas casas de banho portáteis religiosamente alinhadas e sem filas de jeito? no final dos concertos lá vinham os teenagers todos contentes com os saquinho de brindes da antena 3 ou da worten (?!) às costas sabe-se lá com quê, mas de certeza que alguma coisa muito limpinha e arrumadinha. já nem a ganza cheira tanto ou cheira ao mesmo. provavelmente é de aviário. francamente positivo foi ver algumas caras 'velhas' dos festivais - sofia morais, cameraman metálico, o rei álvaro costa ou imaginar-me a cuspir noutras, tipo a do miguel ângelo. o nº de gajas comestíveis no festival também parece que aumentou ou o nível de exigência diminui e foi engraçado encontrar malta no norte. quer dizer, foi e não foi. além do regozijo de ser visto num dia fantástico de festival e do ar quixotesco com que dizia a frase - 'é, meti um dia de férias', tal rebeldia passava quando o pessoal comentava o quão bom iam ser os próximos dias (aos quais iam assistir) e falavam de uma forma informada das bandas. a 1ª podia-se facilmente rebater com o timing estúpido do festival (3ª 4ª e 5ª, em pleno julho dos exames universitários), agora o 2º, resta chegar a casa e fazer downloads para estar pronto para ter uma conversa minimamente informada sobre o que ali se passou. segue a monografia: 03.07
04.07
05.07
o 1º acto, não interessava a ninguém. os parabéns vão para a organização que, apesar das paneleirices, conseguiu três dias daquele que vai ser o melhor cartaz do verão, para a antena 3 que nunca passou música melhor que na semana do festival, a começar por uma promoção fantástica (que aliás viria a repetir no live earth) e para os meus colegas que me tiraram do marasmo.
fiquei cliente... até porque ir a festivais é como andar de bicicleta. episódio 23 - todo = parte 1 + parte 2 + ?
June 26, 2007 06:12 PM PDT
mais um episódio de mashups, uma vez que muito do nosso espólio fervilhava à espera de ser escolhido e os dias longos de verão começam a puxar para a macacada. para tal munimo-nos das misturas mais dançáveis e criamos aquilo que poderia ser a banda-sonora perfeita para uns saltinhos na esplanada ao som de umas super bock. a confusão é tal que já nem sabemos muito bem quem canta ou toca o quê. segue a playlist: . dj earworm - over the confluence of giants (com under the influence of giants, david bowie, queen, steely dan, steve miller, common) - disponível em http://www.djearworm.com/
... agora que secamos a fonte vai de ir buscar mashups novos, porque este trabalho nunca está acabado... votos de boas tardes de praia. sic transit gloria mundi
June 23, 2007 04:23 AM PDT
- comunicação à imprensa - - comunicação à imprensa - - comunicação à imprensa - - comunicação à imprensa - - comunicação à imprensa - caros stakeholders, a rádio éter orgulha-se de divulgar que foi citada no top 10 de podcasts nacionais da lusocast dos últimos 30 dias - http://www.lusocast.com/top/20 este top, de critério duvidoso é por este tipo de menções que consideramos a rádio éter:
agradecemos por isso a todos os que têm contribuído para este percurso de sucesso, solicitando que divulguem que o podcast é bom (nem que achem uma aldrabice) para que o número de visitas e downloads diários continue a aumentar. FYI, estamos já com uma média (a olho) de 50 downloads diários. gostaríamos ainda de agradecer à leelee fairy pelo comentário enviado que nos fez pensar e repensar, pedir desculpa oficialmente à faye wong - a carta seguiu já via correio azul para a china - pela humilhação pública a que a sujeitámos e a todos os podcasters que enganámos atribuindo à senhora a música do 'titanic' no episódio 14. o informador que nos passou a informação foi já morto e enterrado num beco. apreciámos a música da senhora com os cocteau twins e agradecemos a construtividade da crítica. alvíssaras. como todas as empresas de sucesso, criámos a nossa missão/visão: rádio éter - missão/visão
façam os vossos comentários e tornem-se parte deste caso de sucesso. ligado ao My Podcast Alley feed! {pca-cb81cf91534174b1a7469128f64dd0c4} nota a 01/07 - a esta data já estamos no 13º lugar, tendo sido ultrapassados por podcasts de culinária episódio 22 - preto e branco
June 07, 2007 05:22 PM PDT
fat props pa vocês, niggazzzzzzzzzzz após uma análise exaustiva aos gansgsta funk e aos ghetto grooves, que nos levou a reencontrar os 7 álbuns da sequela pulp fusion (disponíveis para download em http://jamiroquai.ru/forum/viewtopic.php?start=135&t=276), um dos temas (dennis coffey - theme from black belt jones) levou-nos a revirar a net em busca de bandas-sonoras de filmes de blaxploitation. Este tema já tinha sido abordado muito de leve no episódio sobre tarantino, mas neste episódio partilhamos alguns dos peixes graúdos que vieram à rede, da autoria de verdadeiros senhores da música negra. Pela comparação dos alinhamentos, pudemos ainda detectar os lugares comuns e as redundâncias nos argumentos que uma leitura de alguns artigos/páginas sobre o género corroboraram. se quiserem mergulhar a fundo no baú, vejam p.e. www.blaxploitation.com para uma amostra de todo o universo, desde a música, aos argumentos ou aos posters. a seguir viria a era garganta funda e os loucos anos 80. das bandas sonoras conseguimos encontrar paralelismo com coisas que ainda se fazem por gente como david holmes, beck ou, mais pertinho, os cool hipnoise ou no imaginário de alguns videojogos. say your prayers motherf****r: blacula (radio spot) - 1972
um dos argumentos recorrentes era a criação de personagens, habitualmente 'brancas' e dar-lhe um toque negro com mais estilo, uma vida lixada de ghetto com droga, porrada ou ambas, belas mulheres, armas, dinheiro... um pouco o imaginário da música negra urbana actual. daí títulos como blacula (um filme sobre um dracula negro cheio de estilo), black gestapo (uma variante negra dos filmes sobre nazis), black samurai ou black belt jones (a variante negra dos filmes de artes marciais). estes filmes eram os 'michaels jacksons' cinematográficos de uma geração negra a começar a ver o sonho americano cada vez mais possível, após anos de discriminação. truck turner (radio spot) - 1974
negócios escuros, mulheres esculturais com intenções duvidosas e frequentemente perseguições de automóveis cheios de pinta. estas perseguições eram normalmente acompanhadas pela música tão tensa e rápida como a própria cena. black belt jones (radio spot) - 1974
bem vindos ao mundo de 'black belt jones' - o único heroi do karate que parte as costelas aos inimigos sem se despentear.
the mack (radio spot) - 1973
mais um sobre um negro que subiu na vida com negócios de drogas e prostitutas e é por isso o maior da rua dele. para continuar o seu império tem de andar a... (fazer beneficiência? trabalhar arduamente? tirar um curso?)... obviamente à porrada com a polícia, outros crápulas, bem como com o seu irmão - a ovelha negra da família que o quer tirar do mundo do crime, o malvado. coffy (radio spot) - 1973
a madrinha de todas as negras duronas é pam grier (que mais tarde foi jackie brown). o primeiro filme com uma mulher à cabeça foi um sucesso e descobriu dois nichos no mercado - os tipos que gostavam de ver mamas durante mais de 75% do filme e as mulheres negras cujos maridos deixavam ir ao cinema.
superfly tnt (radio spot) - 1973
apesar do radio spot ser da sequela, a bso é o filme original. mais um filme sobre drug dealers, junkies, rolls royces, mafias e outros estrangeirismos. este, após a perseguição acaba bem - com uma música do roy ayers. black caesar (radio spot) - 1973
também james brown quis estar por dentro, e num estilo muito seu dá voz a este remake do filme de 1931 'little caesar' (versão branca). segundo a imdb, 'tommy gibbs is a tough kid, raised in the ghetto, who aspires to be a kingpin criminal. as a young boy, his leg is broken by a bad cop on the take, during a payoff gone bad.' lá está uma boa razão para se vingar - um polícia tenta prendê-lo quando ele tenta fazer uma transacção e parte-lhe uma perna. ora, o coitadinho do tommy, que nunca fez mal a uma mosca excepto às dezenas de cocainómanos que ajudou a enterrar e às dezenas de gangsters que arrumou pelo caminho não entende tamanha injustiça e desata aos tiros a tudo o que é branco.
episódio 21 - holiday in...
June 02, 2007 05:22 AM PDT
este episódio passa-se entre o ‘lounge’ do hotel, o nevoeiro dos ambientes fechados dos bares da moda e o infinito azul do mar. porque a expectativa das férias começa já a estar presente em tudo o que fazemos e já aborrecem os dias de sol rasgado passados na penumbra do escritório. os mails promocionais da lufthansa, as montras das agências de viagens e as capas das rotas & destinos vão já merecendo uma olhada e deixam-nos confusos. fica aqui o nosso roteiro de viagem: scissors sisters – take me out (original de franz ferdinand)
the cure – hello, I love you (original dos the doors)
modjo – people in the city (original dos air)
lily allen – everybody’s changing (original dos keane)
robbie williams & lily allen – king of the bongo (original dos manu chao)
madness – chase the devil a.k.a. ironshirt (original de max romeo)
ken boothe - everything i own (original dos bread)
bollywood freaks - don’t stop ‘til you get to bollywood (versão indiana do original de michael jackson)
pussycat dolls – fever (original de peggy lee)
radiohead e sparklehorse – wish you were here (original dos pink floyd)
destacável do episódio:
um anjinho vindo do céu deixou no nosso estúdio (?!) uns pins muito engraçados alusivos à nossa rádio com imagens de steez e jason brooks, tiradas de um site com elevada resolução. Se pretendem que vos seja enviado um, deixem um comentário terrível, muito mau mesmo, à nossa rádio e enviem a vossa morada ou apartado para o nosso podmail. pf digam no mail se pretendem usá-lo com gangas ou com roupa business casual. temos vários desenhos. boas férias… episodio 20 - achincalhanço
May 22, 2007 04:29 PM PDT
Olá o éter que tem a mania que é eclético, apercebeu-se da falta de espaço da música de dança. tanta coisa velha e poeirenta - música de 1946, 1956, 1962 - e népia de música modernaça da que o pessoal ouve agora nas (como diz a minha avó) disputecas. santinhos aqueles meninos, todos a beberem aguinha. assim, não pretendendo mostrar as novas tendências da música de dança, até porque não seríamos os mais indicados para tal, optou-se por trazer aqui músicas que fazem a ponte entre dois mundos. sendo versões de outras músicas têm em comum a bateria pouco orgânica e a maior preocupação rítmica que melódica. para tal foi necessário um mergulho no disco rígido em busca das diversas faixas que foram sendo downloadeadas em vários anos de delito, chegando-se a esta mescla de ritmos, aparentemente sem nada em comum, e com direito a comentário. em rescaldo de creamfields, segue o achincalhanço: zero 7 - in the waiting line (koop remix)
flatpack - sweet child of mine (original dos guns'n'roses)
tiga - burning down the house (original dos talking heads)
moloko - sing it back (herbert's tasteful dub mix)
lcd soundsystem - sound of silver (mcsleazy remix)
liquid people vs. talk talk - it's my life (original dos talk talk)
portishead - roads (sultan & the greek remix)
fatboy slim - the joker (ft. bootsy collins) (original da steve miller band)
lamb - cotton wool (fila brazilia mix)
loucos anos... que saudades de abanar o capacete e beber um black russian. episódio 19 - baralha e volta a dar iii - estrelas (de)cadentes
May 12, 2007 09:40 PM PDT
olá de novo. apesar do início rfm, este é um episódio que certamente vale a pena ouvir...
a conferir:
na semana em que ultrapassámos a barreira dos 600 feed views diários, queremos manter as visitas à loja, mas mais ainda garantir que os clientes compram. que raio de palavra terei usado no episódio anterior que teve tanto sucesso? episódio 18 - comédias românticas e finais felizes
May 02, 2007 12:59 AM PDT
regresso de uma semana de férias... nesta quarta-feira começamos soturnos, acústicos, desesperados - enfim, melodramáticos para terminarmos optimistas, sonhadores, pastilha elástica cor-de-rosa a pensar no verão que está mais próximo do que vai parecendo. pink martini - pink panther (original de henry mancini)
bem, por cá a vida continua... episodio 17 - pena doce
April 15, 2007 04:06 PM PDT
bem vindos ao episódio mais indie da nossa existência. em mais um esforço de chegar às minorias e ganhar o estatuto de cool, o éter sugere uma essência cósmica de sons ecológicos e alinhados com os 'chakras' da vida urbana. identificando-se com vários clichés tenta desta forma abominável entrar na moda parecendo estar-se a borrifar para ela. colamo-nos para tal aos seguintes movimentos:
para completar o guia de clichés da actualidade ficam ainda a faltar o electro, o hip hop e os morangos com açúcar. esses temas deixamos para os putos com menos de 15 anos, as teenage sluts e o pessoal erasmus no engate que, pelo que vimos este sábado, no porto agora páram todos no bazaar. segue o alinhamento:
no directório do computador ficam a marinar os lambchop, stone roses, the national, arcade fire, brett anderson, bright eyes para uma próxima edição pseudo-intelectual. os sites mencionados acima merecem uma visita. façam uma pesquisa - vão ficar surpreendidos.para mais música de vanguarda sigam o link (http://multimedia.rtp.pt/envia_file.php?file=/at3/128773_8870-0703231056.mp3&name=Laboratolilolela) até breve. episodio 16 - caras-metades
March 19, 2007 12:51 AM PDT
pensei fazer uma colectânea dos melhores mashups que ouvi este ano. porém alguém que conhece os meandros bem melhor que eu antecipou-se e quando não podes vencê-los... xékirau: 1. A plus D – Bootie Intro 2. DJ Moule – Black Sabotage (Beastie Boys vs. Led Zeppelin) - Paris, France 3. DJ M.I.F. – Tricky Sandman (Run-DMC vs. Metallica) - Denmark 4. DJ Jay-R – Sweet Sovereign (Lady Sovereign vs. Eurythmics vs. Shiny Grey) - Oakland, USA 5. Divide & Kreate – Temperaturized (Sean Paul vs. Yaz) - Stockholm, Sweden 6. Party Ben – Hung Up On Soul (Death Cab For Cutie vs. Madonna) - San Francisco, USA 7. A plus D – Love Will Tear You Apart (She Wants Originality) (She Wants Revenge vs. Joy Division vs. Bauhaus) - San Francisco, USA 8. A plus D – Sexy Peek-A-Boo (Justin Timberlake vs. Siouxsie & the Banshees) - San Francisco, USA 9. Arty Fufkin – Crazy Logic (Gnarls Barkley vs. Supertramp vs. Rockwell) - Melbourne, Australia 10. Max Entropy – Short Skirt, London Bridge (Fergie vs. Cake) - Philadelphia, USA 11. DJ Axel – Real Back Poppin' (Cheryl Lynn vs. Fat Joe vs. Nelly) - Los Angeles, USA 12. A plus D – Beethoven's Fifth Gold Digger (Kanye West vs. Beethoven vs. Walter Murphy) - San Francisco, USA 13. team9 – The Money Song (Hard-Fi vs. Red Hot Chili Peppers vs. Flying Lizards vs. Abba vs. Jay-Z) - Perth, Australia 14. Go Home Productions – Don't Hold Back, Sweet Jane (Chemical Brothers vs. Velvet Underground vs. U2 vs. Sugababes vs. MARRS) - Watford, UK 15. DJ Topcat – Dec. 4th, Oh What A Night (Jay-Z vs. Frankie Valli & the Four Seasons) - Seattle, USA 16. DJ Topcat – The Safety Booty (Bubba Sparxxx vs. Men Without Hats) - Seattle, USA 17. Pilchard – Fox Problems (Jimi Hendrix vs. Jimi Bo Horne vs. Eric B & Rakim) - Royal Berkshire, UK 18. Lenlow – Work It Out (Beyonce vs. Dave Matthews vs. Jurassic 5 vs. Deee-Lite) - Boston, USA 19. Victor Menegaux – Going Back To Dani (Notorious B.I.G. vs. Red Hot Chili Peppers) - Seattle, USA 20. The Kleptones – Careless Or Dead (Bon Jovi vs. George Michael) - Brighton, UK 21. Divide & Kreate – Always With You (Willie Nelson vs. U2 vs. MARRS) - Stockholm, Sweden peço a vossa atenção para o 'bon jovi' a cantar 'wham!' tudo disponível em http://www.bootieusa.com/bestofbootie2006/ espero que gostem. PS: face à redução do tempo disponível e a necessidade de manter a qualidade, os episódios prevêm-se agora mais esporádicos. Pelo facto pedimos desculpa. mientras tanto aproveitem para pesquisar os sites aqui ao lado ------------------------------------------------------------------------> episódio 15 - tino de knoxville
February 12, 2007 12:19 AM PST
finalizando 3 episódios dedicados ao mundo do cinema, o éter recorda um realizador exímio a fazer a ponte entre a música e o cinema. quem não associa o tema ‘You never can tell’ aos passos de dança inspirados de uma thurman com john travolta (a quem não víamos dançar tão bem desde a febre de sábado à noite - 30 kgs e 15 plásticas atrás)? Iremos então no episódio de hoje explorar a filmografia tarantino, apoiados nas suas bandas sonoras: true romance (1993)
tarantino começou cedo o seu trajecto pelo mundo do cinema. trabalhando no atendimento de um clube de vídeo e frequentando a escola de cinema, não imaginaria as grandes mudanças que iria influenciar neste campo, só comparáveis à invenção do emule. como a tantos outros realizadores promissores, dificuldades financeiras impediram-no de materializar os dois primeiros guiões que escreveu . true romance (1987) e natural born killers acabaram por cedo ser vendidos a tony scott (realizador de top gun e dias de tempestade) e oliver stone (realizador controverso, monstro do cinema, responsável por filmes como ‘scarface’, ‘jfk’, ‘the doors’ ou mais recentemente ‘world trade center’). com o que amealhou, financiou o seu filme seguinte e aqui, já como realizador, fê-lo à sua maneira. reservoir dogs foi imediatamente elevado a filme de culto. reservoir dogs (1992)
Curiosamente, durante este primeiro estado de graça foram lançados os filmes resultantes dos seus guiões anteriores. True romance estava muito longe no tempo, mas de natural born killers tarantino demarcou-se do seu argumento referindo que "It was nothing like the original version and it was also made into a piece of shit.". Mais palavras para quê? Ainda assim, a banda-sonora julgamos que até da sua parte dever ter merecido alguma atenção. natural born killers (1994)
chegamos então à sua obra prima. Pulp fiction, além da palma de ouro de Cannes viria a arrecadar o Óscar de melhor guião original, sendo nomeado para o melhor filme (e destronado por forrest gump) e outras cinco categorias, num estilo muito pouco comum e querido em Hollywood. Estava mudada a história do cinema. pulp fiction (1994)
seguiram-se três anos ocupados com presenças em programas de tv, colaboração em séries e algumas participações como actor. Ainda assim, tarantino dirigiu uma das partes de ‘four rooms’, resolvendo à sua maneira um dos episódios de ‘hitchcock apresenta...’. colaborou de novo com robert rodriguez em ‘from dusk till dawn’, escrevendo o guião de uma trama que misturava cowboys com vampiros assassinos. four rooms (1995)
from dusk till dawn (1996)
regressa em 1997 com um filme à sua maneira. jackie brown era o seu nome. baseado nos filmes de ‘blaxploitation’, correntes nos anos 70, recriou todo o ambiente com músicas de bobby womack e outros ‘ghetto grooves’. jackie brown (1997)
o aguardado regresso em cheio viria 7 anos mais tarde. apostando novamente na fusão, estreia kill bill tocando nas cerca de quatro horas de filme (vol. 1 e 2) estilos como o wuxia, os filmes japoneses, spaghetti westerns e terror italiano, contendo ainda uma cena animada num género semelhante ao anime/manga. kill bill 1 (2004)
kill bill 2 (2005)
desde então tem participado em filmes como ‘sin city’ e o por estrear ‘grind house’ - trailer em http://www.apple.com/trailers/weinstein/grindhouse/t1_large.html - (novamente com robert rodriguez), hostel (com eli roth), bem como dirigido um episódio da série csi. Esperam-se também com alguma ansiedade dois novos filmes – ‘inglorious bastards’, um filme sobre um grupo de soldados condenados durante a 2ª guerra mundial e ‘the vega brothers’ a tão aguardada sequela de reservoir dogs e pulp fiction. cá o esperamos sr. tarantino. episodio 14 - lost in translation
February 04, 2007 03:14 AM PST
hoje apercebemo-nos que estamos num mundo global. compramos roupa em lojas espanholas com um nome italiano. roupa essa fabricada na china com algodão americano. já para não falar que compramos um fígado para transplante num hospital alemão vendido pela mafia italiana que o comprou a um português que o tirou de um turista espanhol numa loja chinesa.
segue o cardápio: kelly key - sou a barbie girl
nina simone - ne me quitte pas
claude françois - comme d'habitude
faye wong - titanic
eva farná - mels mec vubec rad
david lee roth - así es la vida
abba - gracias por la musica
abba - waterloo (versão alemã)
marco paulo - só falei para dizer que te amo
um bem hajam. episódio 13 - baralha e volta a dar ii - olho de vidro
January 26, 2007 05:08 PM PST
santas noites... após longa ausência, com material de sobra para divulgar e com falta de tempo para misturar, exportar, converter, uploadar e escrever, o éter resolveu desperdiçar (mmmh mmmh...) ou investir uma sexta à noite para divulgar mais algumas músicas que nem toda a malta conhece mas todos já ouvimos em qualquer lado. assim, compilamos aqui aquele que consideramos o melhor 'baralha e volta a dar' de sempre. desta vez e após o comentário do astropastor ao primeiro baralha.... fugimos à fórmula fácil do disco (apesar de terem por aqui ficado umas pérolas de lado) e fomos mesmo ao cerne da questão. foram semanas atribuladas, por vezes à procura do original do original, mas o resultado está à vista: 12 músicas anteriores ao 25 de abril, muitas delas talvez não as reconheçam como covers. mais um episódio do éter que provavelmente nos deu mais gozo a compilar que a vós, nobre auditório, vos dará ouvir. mas antes isso que ser escuteiro... johnny mathis - wild is the wind (1957) - uma canção fortíssima, mais tarde retomada por david bowie que lhe dá um novo visual, muito actual para o ano de 1976. entre as duas versões muito baile dos bombeiros deve ter começado bem, ao som desta música. wayne cochran - last kiss (1962) - quem não conhece a versão dos pearl jam? reza a lenda que eddie vedder comprou o single original numa feira de velharias e ficou vidrado na música, ameaçando a banda de que se não a tocasse, ele voltaria a trabalhar nas bombas de gasolina. pena que tudo tenha começado com um trágico acidente algures em 1962, altura em que os a.b.s. ainda não vinham de série. descubram a história por detrás da música em http://www.jimbowieband.com/Lyrics/last_kiss.htm . william devaughn - be thankful to what you've got (1974) - a primeira vez que ouvi esta música gritei 'plágio!!!!' até toda a gente no avião começar a olhar para mim com ar desconfiado e a hospedeira perguntar se me estava a sentir bem. os massive attack não fizeram grandes alterações ao original e na minha opinião fizeram muito bem. só para fazerem mais um videoclip incrível valeu a pena terem copiado a música de forma indecente. http://www.avalanche.i12.com/Massive/video/Be_Thankful.wmv - marcou o fim da minha meninice. bob dylan - like a rolling stone (1965) - uma das obras primas do grande mestre que, graças a não saber cantar sentiu-se na obrigação de criar das músicas mais incríveis que o rock conhece. esta música mereceu versões de bob marley, jimi hendrix, jane's addiction, neil young ou até michael bolton (grraarrghh) ou cher (cheguem-me a injecção de adrenalina, já...). nancy sinatra & lee hazelwood - some velvet morning (1967) - se eu me metesse em cenas muito estranhas, esta seria a música que eu gostaria de escrever - estranha, soturna e cheia de elefantes cor-de-rosa a passar de quando em vez. a meu ver superior à versão dos primal scream com a kate moss, apesar da inspiração da vocalista ter idêntica proveniência. viciante... screaming jay hawkins - I put a spell on you (1956) - falando de inspirações estranhas... esta música era suposto ser uma canção de amor refinada, uma balada de blues, mas graças à ingestão prévia de umas costoletas, frangos e álcool a rodos, saiu isto. malditas galinhas de aviário. incontornável na história do rock. desde então foi reinterpretada por brian ferry, eels, joe cocker (?!). as versões mais famosas são as de nina simone, diamanda galás (na banda sonora de natural born killers) e mais recentemente marilyn manson. neil diamond - girl, you'll be a woman soon (1967) - voltando ao universo tarantino, poucos fãs se esqueceram da cover dos urge overkill no filme 'pulp fiction'. eu não atribuiria este tema a neil diamond. para acreditar tive de mergulhar nas colectâneas antigas do meu pai compradas nas 'selecções do reader's digest'... e... confirma-se! herbie hancock - cantaloupe island (1964) - trazida para um universo mais pop pelos us3 em 1993 com flip fantasia, poucos dos que dançaram esta música conheceriam o original de herbie hancock. pai, mãe e filho bastardo de muitos dos estilos do jazz, cedo criou este standard de jazz tocado amiúde e ouvido por nós mais recentemente no agharta jazz club (www.agharta.cz) numa noite muito especial. frank & nancy sinatra - something stupid (1967) - poucos diriam que este dueto pai e filha, tal nelo silva e cristiana ou até josé e ana malhoa (meu deus o que a menina cresceu...) iriam chegar onde chegaram. mostrámos nancy sinatra já longe das saias do pai mais cedo neste episódio. quanto a frank, dispensa apresentações este eterno jovem de percurso imaculado, não fosse o amor ao jogo e ao álcool, as ligações à máfia e os consecutivos casamentos - um exemplo a seguir. Esta música foi coberta recentemente por outro 'bon vivant' robbie williams e a fantástica nicole kidman (2001). david bowie - the man who sold the world (1970) - foi o título de um álbum para bowie e o início do fim para kurt cobain. segundo a carta de suicídio que deixou à viúva, terá sido o feedback feito durante esta música no seu unplugged (1993) que o fez pegar na arma e matar-se. ou isso ou as porcarias que consumia. simon & garfunkel - mrs. robinson (1967) - esta 'cantiga' seria coberta mais tarde por frank sinatra (outra vez arroz?) e mais recentemente numa versão rock soberba pelos lemonheads (1992). les baxter - unchained melody (1955) - esta deixámos para o fim pois tem uma história fabulosa, podendo ser a música mais 'coberta' no mundo a seguir aos parabéns. segundo a wikipedia, contam-se mais de 500 versões gravadas desta música. só entre maio e junho de 1955 quatro diferentes intérpretes entraram no top britânico com versões desta mesma música - este facto está provavelmente na origem do aparecimento dos 'direitos de autor'. a versão mais conhecida é talvez a dos righteous brothers (1965) que ficará para sempre associada ao filme ghost, com patrick swayze e demi moore e a cena do vaso de argila - uma porcaria de filme. falando em filmes, e para mostrar a importância das bandas sonoras neste período (56-74), menos de metade destas músicas não apareceram em bandas sonoras de filmes. descubram sozinhos quais são pois eu cá vou dormir. santas noites. episódio 12 - insólitos iii - as grandes questões do mundo da música
January 03, 2007 06:01 PM PST
Meninos e meninas, senhores e senhoras. Temos andado afastados do computador – não por qualquer tipo de incompatibilização, mas pois o que prendas de natal, revisões salariais e fazer uma boa feijoada têm em comum é levarem tempo. Finalmente tirámos o dia para isto. Apesar de termos o computador a abarrotar de coisas para partilhar, optámos no defeso por brincar com as prendinhas que o marketing e a recessão económica nos deixaram no sapatinho. Agora que já não dá gosto ir ao shopping pois não há filas, vasculhámos o computador em busca do que a Internet nos deu de melhor nesta quadra natalícia. Enterrando o Ano Velho, optámos por dar lugar ao novo. Em mais um insólito temos desde música portuguesa, a ‘crooners’, muitas caras bonitas e um comboiinho de covers para relembrar aqueles que fizemos na passagem de ano ao som dos Village People (isto não soa nada bem…). Segue a speisekarte: The Presidents of the U.S.A. - Video killed the radio star (original dos Bugles) – marco do início da história da MTV (foi o 1º videoclip a passar) e dos anos 80, por uma banda da qual nunca mais ninguém ouviu falar reinterpretado por uma banda que deixou saudades pela parvoíce, típica dos Presidentes dos Estados Unidos. Carlos Bastos – I can’t get no satisfaction (original dos Rolling Stones) - versão faduncho do album ‘all that fado’. Encontrámos ainda no éter outra versão ainda mais interessante hey jude de ‘all you need is lisboa’. O homem é experiente a misturar nomes. O blog ‘androide paranoide’ surgiu como uma bênção após perdermos dias a procurar esta música, ouvida de passagem numa rádio. Desde o allmusic ao itunes e à wikipedia quase também o google nos deixava ficar mal. O mistério continua - onde pararão estas pérolas do fado-cover? Paris Hilton – Do ya think i’m sexy? (original de Rod Stewart) - A pergunta irreverente de Rod Stewart que teria provavelmente uma resposta diferente agora. Não me perguntem porquê mas vimo-lo recentemente na televisão e admitamos que já foi mais novo… Já com Paris Hilton, vemo-la amiúde no nosso computador melhor que nunca e não cantando mal, gabamos-lhe outras virtudes (eh eh eh). Damien Rice – Seven nation army (original dos White Stripes) - Versão apocalyptica desta música bem conhecida. Gira! Paul Anka – Smells like teen spirit (original dos Nirvana) revela-nos o espírito adolescente de Paul Anka, fase da vida na qual o homem começou a sua carreira nos anos 60. Agora, como todos os que chegam a esta idade e não têm onde se agarrar, ganha a vida a cantar em casinos, tendo estado em Maio no Estoril. Mais uma vez, Portugal na rota das esperanças da música. No site o artista gaba-se de ser colocado pela billboard ao lado do Elvis, provavelmente quando este passou pela fase gorda e decadente. E o Kurt às voltas na tumba… Careless Whisper – Ben Folds e Rufus Wainwright (original dos Wham!) – o simples é o mais belo. Grande versão!!! Puppini Sisters – Panic! (original dos Smiths) – este projecto interessante tem também outras versões, entre as quais ‘Wuthering heights’ de Kate Bush, que nos permite, passado tantos anos, perceber a letra da música sem temer pela nossa audição durante os agudos irritantes da senhora. Em compensação, nesta faixa assistimos a uma competição no campo do ridículo entre o penteado do Morrissey e os narizes das manas. muito giro… Comboiinho do cover: Começamos com os Culture Club com uma versão de ‘Starman’, original de David Bowie. Esta versão que miraculosamente não chegamos a conhecer em 1999, chega-nos pela mão do artista cuja maquilhagem marcou uma geração, não se sabe bem em que planeta. Não há uma lei que proíba isto? Uma versão deles de ‘Do you really want to hurt me?’ é coberta pelos Violent Femmes. Mais uma pergunta parva como título de uma música. A nossa resposta é sim, em duas situações: Gostaríamos de magoar os Culture Club pela maquilhagem do vocalista e os Violent Femmes por deixarem a carreira deles chegar a este ponto após álbuns iniciais fantásticos. A sua música ‘Gone daddy gone’ (uma dos bons velhos tempos) é coberta pelos Gnarls Barkley, uns chavalos muito na moda. Quase não mexeram no original o que não é mau, mas soa a encher chouriços… Estranho para a dupla que inventou ‘Crazy’, a música pop quase perfeita de 2006, interpretada de seguida pela artista quase perfeita de 2006 – Nelly Furtado, numa versão quase perfeita. Esta Nelly saiu este ano bem melhor que a encomenda – entranha-se tanto que até se estranha. Ficamos ansiosamente a aguardar notícias. No sentido de dar seguimento ao comboiinho do cover, fomos buscar outra música homónima, desta vez uma versão de Richard Cheese, um ídolo nosso pelo insólito das versões, a um dos singles de Britney Spears. A sua ‘sinceridade artística’ está bem expressa nesta faixa, na nossa opinião um dos pontos altos da sua carreira. A nova mamã, ex-esposa e mais recente candidata a porno star ‘Britney’ vai, obviamente, à frente de todo o comboio. Esta versão carrinhos de choque de ‘I love rock’n’roll’ é bem fraquinha, mas o arfar e os suspiros desta diva durante a música, são bem mais sensuais que a recente foto da menina sem cuecas apanhada pelos papparazzi a sair do carro da amiguinha Paris Hilton (a conferir na Blitz deste mês). Se adora o rock’n’roll vai no bom caminho, daí estar à frente do comboio. Fim do comboiinho do cover. Cat Power and Karen Elson – I love you (me either) (orginal de Serge Gainsbourg & Jane Birkin) – por falar em luxúria, segue-se esta música, única no seu género, cuja versão original segundo alguns ex-combatentes do ultramar, faz por vezes dispensar momentaneamente os comprimidos azuis nas incursões semanais à Passerelle. Imaginem se eles põem as mãos nesta versão, cantada aleivosamente por duas sensuais meninas… Evan Dando – Knowing me, knowing you (original dos ABBA) – Evan Dando continua em forma, apesar das fotos do seu site (www.evandando.co.uk) parecerem algo ridículas para alguém com quase 40 anos e ainda com metade dos neurónios, devido às repetidas variações e alternativas ao charro. Vai-lhe valendo o génio musical. Quem consegue ouvir esta música sem pensar nos Lemonheads?! Mo’horizons - Pé na estrada (original ‘Hit the road, Jack’ de Ray Charles) – Uma versão de um original dos anos 60 por um projecto que deu que falar mas que entretanto se perdeu algures na estrada. Entretanto batemos o pé ao som desta música. O destacável desta edição é uma versão arrepiante de ‘Where is my mind?’ dos Pixies pelo medonho James Blunt. Felizmente o som não é grande coisa e não podemos ouvir esta miséria no seu total esplendor. Percebe-se perfeitamente o porquê do coro berrar de dor ao fundo durante toda a música, bem como a razão da chuva de palmas de alívio logo logo que a música acaba. Livra! Votos de um bom ano, a começar mudo. ouija - let's make love and listen to britney
November 22, 2006 12:34 AM PST
é verdade... 3 meses depois de nos lançarmos na radiodifusão, lançamo-nos agora nas edições discográficas. encontrámos no éter um instrumental de cansei de ser sexy (css para os estranjas) - let's make love and listen to death from above e após longas semanas de conversação conseguimos convencer britney spears a entrar no estúdio para gravar este mashup. fê-lo, segundo ela, só porque é nossa fã incondicional e como reconhecimento da ajuda que temos dado a divulgar a sua música... ah! e a troco de duas caixas de fraldas. após a noite de ontem ter durado até às 2h AM com os 'cut' e 'paste' fiquem então com o primeiro 45' de um álbum que não existe. episódio 11 - baralha e volta a dar
November 18, 2006 07:41 AM PST
que saudades de fazer um... episódio. procuramos compensar duas longas semanas de ausência com um episódio épico. covers populares de músicas desconhecidas ou versões obscuras de canções populares é algo que muita gente no éter procura, descobre e faz. se procuram isto vão ao 'coverville' - já curtimos, já desbundamos! realmente diferente é procurar o original. assim, damo-vos aqui o diamante em bruto - o tesouro que alguém roubou como ele era, antes de ser escondido. curiosamente, sendo versões dos 80's, dos 90's ou já deste século, fomos encontrar frequentemente as suas raízes nos anos 70 ou 80. descobri-las obrigou-nos a pesquisar e descobrir factos sobre as músicas que desconhecíamos. seguem então os pratos do dia: 1. oliver cheatham - get down saturday night (referida por room5 - make luv e michael gray - the weekend)
no fundo 'electronic renaissance' dos belle and sebastian se preferem ler o livro a ver o filme façam-no aqui! episodio 10 - bloddy mary
November 01, 2006 02:08 PM PST
fechando um ciclo de três edições três dedicadas ao halloween, terminamos esta fase com a receita ideal para a festa das bruxas. assim, livrem-se de deixar de tocar qualquer destas músicas no vosso próprio set...
coisas muito estranhas acontecem nesta noite... todo o cuidado é pouco. segue o menu:
como música de fundo (do buraco escuro, a gritar por perdão) tivemos os temas de filmes de terror / suspense:
tenham medo, muito medo, principalmente do seguinte video, donde foi tirada a 'capa' do episódio de hoje: http://www.youtube.com/watch?v=iXhk7_lfmEE e o link para outro filme de terror referido no podcast: http://www.youtube.com/watch?v=iSj0wn4AFWU divirtam-se. episódio 9 e 3/4 - video mashup de se lhe tirar a maquilhagem
October 31, 2006 12:53 AM PST
agradecendo e retribuindo a menção ao 'revoluções por minuto' fica aquele que consideramos o melhor video mashup que conhecemos. se souberem onde encontrar a trilha sonora... deixem-nos saber episódio 9 e meio - príncipe no sapo
October 21, 2006 04:13 AM PDT
quem procura podcasts tugas na net, descobre que a oferta apesar de ter qualidade, não abunda. isto faz com que nos deparemos volta não volta com aqueles blogs que já conhecemos a serem citados em locais diferentes. pois é, o éter, a caminho do estrelato, vence mais um prémio. desta vez somos citados no blog 'podcasting' do sapo como podcast da semana algures em setembro - http://podcasting.blogs.sapo.pt/25939.html uma vez que mais vale tarde que nunca, festejamos agora! episódio 9 - blame it on the boogie
October 15, 2006 04:33 PM PDT
eis o momento: o éter dá voz ao seu dono. passadas algumas barreiras e problemas técnicos pusemos o homem a falar. aproveitando a onda revivalista que se faz sentir, retomamos alguns dos temas dos anos de ouro da música pop - late 70's, early 80's - vestidos com acessórios mais 'fashion'. para tal, mergulhamos nos arquivos dos mashups e mostramos o que de melhor se faz com dois pratos de vinil. as belas 10 cantigas 10 que podem ouvir: 1. go home productions - rapture riders (blondie 1981 vs. the doors 1985)
a música de fundo é a tokyo symphonic orchestra com o tema de mais um clássico dos anos 80 - super mario bros. episódio 8 - herbertlike
October 03, 2006 05:43 PM PDT
comprimidos profissionais têm-nos impedido de cumprirmos com o nosso dever de actualização do podcast. sendo alheiros a este fato, pedimos humildes desculpas ao nosso fantástico auditório. o episódio de hoje apenas parece homogéneo porque se dedica todo a um único artista: matthew herbert. como o fernando pessoa das canções, este senhor com 's' maiúsculo movimenta-se há anos por estas bandas. além de ter as suas próprias editoras (accidental, soundslike, life, lowlife e lifelike) e publicar cd's com diversos heterónimos - herbert, matthew herbert, doctor rockit, wishmountain/radioboy entre outros - encabeça também uma 'big band' - matthew herbert big band - e remistura tudo o que é gente - yoko ono, björk, serge gainsbourg e r.e.m. são alguns dos cerca de 80 nomes a conferir na biografia http://www.matthewherbert.com/pdf/matthew_herbert_bio_2006.pdf. ultimamente produziu o álbum de roisin murphy dos moloko, com um resultado tal que não se percebe se roisin se aproxima de herbert ou herbert sempre soou a roisin. o seu primeiro objectivo é assumir uma posição política. exemplo disso é o cd que assina como radioboy - 'mechanics of destruction', apenas disponível gratuitamente através de pedido ao site, onde critica algumas facetas da vida moderna como a junk food, a questão petrolífera ou a guerra. para tal sampla lixo da mcdonald's, café do starbucks e um aparelho de tv. a verificar em http://www.themechanicsofdestruction.com/
para que todos percebam ao que ele vem, o autor escreveu ainda o pccom (personal contract for the composition of music) em que se compromete a criar todos os sons usados nas suas faixas - não é permitida bateria ou sons de teclado pré programados. a conferir em http://www.matthewherbert.com/pccom.php muito mais há a dizer sobre o homem que referiu não ser importante captar o som de um livro a cair ou um avião a passar, mas o de um livro específico sobre um tema político, ou um avião americano a caminho da guerra para o iraque. e apesar de tudo isto a música soa muito bem e é de um rigor incrível em termos de composição. porque a música não só, mas também é som fiquem com a playlist inteiramente dedicada ao homem: doctor rockit - café de flore
ainda soa a homogéneo? e como soará no dia 18/10 na casa da música? episódio 7 - insólitos ii
September 16, 2006 12:56 AM PDT
desta vez a éter decidiu ouvir as sugestões dos seus maiores ouvintes. assim, tendo em atenção as vozes na minha cabeça que achavam que as selecções musicais estavam a ficar demasiado sérias, decidimos dedicar esta difusão ao descambanço em 2ª mão. segue directa a playlist: edmund welles and bass clarinet quartet - knight rider theme
rachid taha - rock el casbah
señor coconut y su orchestra - beat it (merengue)
snow patrol - crazy in love
ukrainians - batyar (bigmouth strikes again)
cake - i will survive
nils landgren's funk unit - voulez-vous
fountains of wayne - baby one more time
kween - we are the champions
quanto à evolução do éter nota-se já inovação tecnológica nos separadores entre as músicas, o que é um forte indício que se esta rádio se mantiver até 2096 podemos nessa data ter já um episódio apenas sofrível. é tudo uma questão de tecnologia. até lá, divirtam-se! episodio 6 - rh positivo
September 02, 2006 07:38 PM PDT
aqui há algum tempo descobri, perdidas no éter algumas versões de músicas dos radiohead , supostamente para promoção de um álbum de tributo editado recentemente. como fã antigo – na real acepção da palavra, ou seja, desde o ‘pablo honey’, perdi-lhes o rasto depois do kid a, mas sempre que ouvia uma música reconhecia e perguntava se era radiohead e terminava a frase com um ‘que fixe’ - esta descoberta aguçou-me o apetite e levou-me a percorrer a rede por mais. assim, descobrem-se no éter, além de outras versões esparsas ou por artistas menos conhecidos três álbuns de tributo: easy star all-stars – radiodread , a verificar em www.hyfntrak.com/radiodread/fromafriend/
exit music: songs for radio heads , info. adicional em http://www.rapsterrecords.com/radioheads/
e uma brincadeira engraçada - skeet spirit: A crunk tribute to radiohead pelo dj gyngyvytus, disponível para download em http://zoomzip.kil.la/skeetspirit/
isto deve fazer deles a banda em actividade com mais álbuns de tributo, quem sabe se devido aos rumores de um final à vista, que segundo thom yorke existiu mas já passou - ver http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/1743 assim, dedicamos este episódio do éter a um grupo de músicas tão perfeitas que até soam bem nas mãos dos hanson (?!). airbag – easy star all stars ft. horace andy – radiodread
a última música, coloquei no fim para poderem apagar sem estragar a gravação. é o destacável do panfleto. se são daqueles que em vez de lerem o livro preferem o resumo, ouçam a música dos rodeohead no eipsódio 4 deste podcast. divirtam-se. ass: a gerência p.s. - este épico merece uma olhadela. 'faz-me favas com chouriço' - obrigado revoluções por minuto por tirares este coelho da cartola.
episódio 5 - pó à pazada
September 02, 2006 06:50 AM PDT
o episódio de hoje começa com o objectivo de ontem: experimentar a minha dx 626 em terrenos de podcast - no fundo um piscar de olho ao 'live show' já experimentado com sucesso por outros podcasters. como o éter não quer ficar atrás (apesar de já ter começado atrás) e num acto visionário, toca a fazer a primeira edição experimental 'live' - ainda sem voz pois o micro e o candeeiro pescoço de ganso devem vir a passar pelos picos da europa. assim, toca a tirar os cds da prateleira. a minha experiência continua com uma descoberta menos feliz - não sei de grande parte dos meus cd's
apesar de acreditar mais na última, agradeço a quem tem cd's meus emprestados - 'everything and nothing', 'sketches for my sweetheart the drunk', 'come on feel the lemonheads' entre outros. eu sei que vocês sabem que eu sei... quem quer que ainda os tenha não tem bons fígados, logo não os ouve, logo estão melhor junto do papá. O filme de terror não acaba aqui. Vai de ligar o dx626, preparar o soundforge para 35 minutos depois me aperceber que já não sei misturar som. presenciem este facto ao vivo descarregando o episódio em anexo. o conceito foi pegar em cd's de cá de casa e dar-lhes alguma rodagem ou como diriam os senhores que vou ver na terça, 'spin the grey circle' ei-lo, o resultado: deus – sweetness - my sister, my clock
lá para o meio há umas interferências às quais sou quase alheio. quem sabe depois com o micro o amadorismo saia disfarçado… fiquem ainda com um link que vou com toda a certeza ler com muita atenção - http://www.mutantpop.net/radioclash/archives/2006/08/24/words/ episódio 4 - insólitos i
August 14, 2006 04:54 PM PDT
no episódio de hoje prestamos homenagem a um grupo que o éter aprecia particularmente. em tempos em que dificilmente se inventa seja o que for, há que dar crédito a quem ama uma música o suficiente ao ponto de se arriscar a melhorá-la. a criação musical é um acto complicado, mas menos arriscado que a recriação (e usamos aqui a palavra no seu duplo significado - recriar a música e recriar-se com a música). concordamos se disserem que existem aqui versões mais e menos iluminadas e todas com inspirações e/ou propósitos diferentes. não obstante, sente-se em todas elas o gozo dos (re)autores. apesar de ser mais um episódio que começa de forma algo cinzenta, lembra uma noite entre amigos, sem muito para fazer, até alguém iniciar um qualquer jogo de apostas com penalties de absinto, em que se acaba por adormecer agarrado à sanita. segue a ementa: tricky - the lovecats
calexico - humano
modjo - lady (acoustic)
rufus wainwright - hallelujah
smashing pumpkins - dancin' in the moonlight
beck - hot in herre
rodeohead - hard'n'phirm
erlend oye - last christmas
mais se poderiam seguir mas, ficam para outras núpcias... sintam-se à vontade para deixar na página de comentários mapas para outros tesouros. episodio 3 - mash-ups, bootlegs e bastard pop
August 10, 2006 04:46 PM PDT
'bastard pop is a musical genre, which in its purest form, consists in the combination (usually by digital means) of the music from one song with the a capella from another. typically, the music and vocals belong to completely different genres. At their best, bastard pop songs strive for musical epiphanies that add up to considerably more than the sum of their parts.'
agora que a definição está dada compreendem porque é que a música do michael jackson que ouviram na passada sexta-feira não soava como de costume. Desta vez não era dos copos...
história a história dos bootlegs não fica por aqui. pesquisem nas referências a história desta modalidade para descobrir que: 1) a sua origem está fortemente relacionada com o espírito irreferente dos ' justified ancients of mu-mu', posteriormente chamados klf e que surgem também aliados ao início do chill-out, que se tornaram famosos no auge do techno e que acabam a piscar o olho ao metal 2) há um lado irreverente do bootleg, associado aos direitos de autor, à pressão judicial das majors e ao livre direito de expressão. um exemplo disto são os dean gray (acrónimo de green day), que ao editarem o seu álbum 'american edit', chamaram à atenção dos media ao enfrentarem a Warner. esta popularidade fez com que...
3) um programa apadrinhado pela mtv (mtv mash) introduziu este conceito a um público mais mainstream e massificou um pouco a oferta. neste momento parece já não estar no ar e não se percebe porquê. 4) hoje em dia o seu expoente máximo surge associado a uma cena que tem um número desconhecido de seguidores (mais de 10000 utilizadores registados contabilizados no message board oficial), manifestando-se todas as semanas naquele que é nomeado frequentemente como o melhor clubes de dança americano, o bootie. as músicas tocadas têm as mais diversas proveniências, frequentemente desconhecidas. um bom resumo da história deste movimento pode ser encontrada na wikipedia. Na rede podem-se descobrir bootlegs mais correctos ou mais cómicos, dos velhos clássicos ou de músicas mais recentes, com uma grande técnica, um grande sentido de oportunidade ou nenhum dos 2. Muitos ombreiam com os originais, outras revelam exercícios interessantíssimos. Vale a pena ouvir uma ou duas e se gostarem realmente, dedicarem-se aos sites dos autores, constantemente em actualização. mcsleazy
uma das referências. além de bootlegger é ainda produtor de álbuns e autor de remixes que fazem lados b de singles para referências incontornáveis como britney spears ou christina aguilera. no site de referência dos mashers - www.gybo.org - o pessoal chama-lhe 'the boss'. algumas pérolas: - blur vs. madison avenue - don't call me song 2 - charlatans vs. jay-z - stir up problems - emf vs. beyonce - unworkable - kasabian vs kelis - get i.d. - franzie boys (franz ferdinand, beastie boys,...) - triple take party ben
outra ave rara. Pormenores de grande classe além de uma escolha soberba das músicas. Frutado, com um leve sabor a madeira de carvalho. Polivalente e extremamente profissional. Um campeão na sua classe. rebiangas: - daft punk vs. queen - bite da funk - gorillaz vs. cake - never feel good - clash vs. gwen stefani - radio hollaback Poj Masta
têm mais piada as remisturas que os bootlegs, mas o que aqui está é imperdível. - n.e.r.d. vs. spanky wilson - she wants a spank - apetece puxar do chicote...
dsico
- um dos melhores 'bastards' conhecidos. Em cada ostra uma pérola... - sonic youth vs. christina aguilera - dirty bottle - quem raio se ia lembrar disto - missy elliot vs. joy division - love will freak us - idem - electronic vs. britney spears - getting away with it one more time - ibidem, varre uma pista; um dos exercícios mais interessantes vejam também o álbum 'punk as pussy' para terem o prazer de ver o lionel richie substituído por um computador (eheheh)... go home productions
- de watford para o mundo - a oficina de mark vidler brinda-nos com algumas relíquias. um dos pares de mãos do mtv mash apresenta algumas das faixas que puseram o 'bastard pop' onde ele está hoje (e onde está ele hoje perguntam vocês?! sei lá, o diabo do gajo está sempre a mudar de sítio). ficam alguns clássicos - ideais para confundir os velhos no casamento da ex-namorada - the beatles vs. queen - crazy little fool - abba vs. echo & the bunnymen - abba & the bunnymen - the archies vs. the velvet underground - velvet sugar ...mas vale mesmo a pena correr o site todo. um mundo de mp3s à espera de serem descarregados. dj zebra
- como ele próprio se define "animal bondissant, supportant trés bien le soleil". a segunda parte podia ser a definição de um camelo. apesar do aspecto preto-e-branco do animal a sua música está longe de ser cinzenta. no site, melhor que os downloads disponíveis (abaixo) são sem dúvida os dj sets. se tiverem hipótese de encontrar por aí em p2p ou em message boards não percam os fabulosos 'do you want my sharona' (franz ferdinand vs. the knacks) ou toxic h' bibi (britney spears vs. mano negra ). pena que malta engraçada nestas lides insista em pôr as músicas à venda exemplos possíveis: - the film & kate enlow vs supergrass - can you touch me? -beastie boys vs. arcade fire - looking down the arcade fire
- mais profissionais no que toca a virar discos... padecem do mal de querer ganhar dinheiro com estas cenas. esta malta ganha fama e deita-se ao sol... não dão nada a ninguém. 2 many dj's
- os gajos vivem disto. incontornável. provavelmente são os autores do primeiro mash-up que cada um de nós ouviu. ficarão para sempre na memória colectiva pelo "can't get blue monday out of my head". malta que não pára de surpreender. mas se querem música gratuita vão a outros sites. dicas para saber mais: pesquisa em p2p
quero mais links
- raiding the 20th century redux - a história da música manipulada geneticamente resumida em 40 minutos (com a chancela dj food) - actualmente indisponível - mash up town - mais alguma coisa? episodio 2 - são como bandos de pardais à solta...
August 06, 2006 05:41 PM PDT
parte 1 - confissão
confesso...
ofereceram-me os discos da ana faria e os queijinhos frescos, ouvia com frequência as colectâneas (genius superstars, super discos e outras de que não me lembro do nome), e os discos de música melosa decalcada dos primeiros programas do oceano pacífico das minhas irmãs e os vinílicos que o meu pai comprava nas selecções do reader's digest, incluindo aqueles que eram versões dos beatles por um grupo sinfónico nacional ou o 'your 101 favourite melodies'. comprei (ou obriguei com ataques de birra a comprarem-me) as k7's dos onda-choc - lembro-me de pensar que eram mais cool que os ministars - ouvia todas as noites o 'cidadji bai naite' (inclusivamente gravava as traduções que faziam das letras de inglês para brasileiro), o primeiro cd que comprei foi do phil collins ao vivo e o segundo foi das wilson philips (aliás, tenho 2 delas). deixei em casa dos meus pais cd's que ainda me assombram (kim wilde's, madonna's e michael jackson's) e fui fã do rick astley. hit parade's e fido dido's continuo a usar para avacalhar em certas e determinadas festas. ainda me lembro das letras dos discos todos, muito úteis para não comprometer em karaokes coisas que apesar de reconhecer não me arrependo e, para o melhor e para o pior ajudaram-me a moldar o gosto musical que tenho hoje. parte 2 - catequese
tenho 3 sobrinhos, 1 vai agora para o 5º ano e 2 estão na pré e sou, nas palavras de uma colega de trabalho, o 'tio fixe' deles. os mais novos são ainda virgens para o mundo da música - um não tem ainda nada a apontar e o máximo que faço com o outro é evitar que o avô o pressione para cantar nel monteiro e mudar de conversa para os bonecos do pokemon (convem dominar nomes como blastoise, togapi, pikachu e saber que o mewtoo é uma pokevolução do mew) quando ele tenta trautear uma música que o avô lhe ensinou. puxo por eles para decorarem a letra do 'rap dos matarruanos' e mai'nada. com o mais velho é diferente. qual a abordagem certa para evitar que caiam na rockalhada fácil, na música a metro ou na pseudo-música de discoteca que ouvem na rádio (ainda a 'cidade' por sinal mas sem o peso do sotaque brasileiro)? qual o antídoto à devoção dos morangos com açúcar, aos d'zrt e ff e a todos os tipos da série que com o fim da carreira de actor no horizonte aos 17 anos tentam a todo o custo agarrar-se ao microfone? parte 3 - os dez mandamentos
1. começa cedo - estava a minha irmã grávida e eu tinha a mania de tocar guitarra. apesar de tentar animar os serões da 2ª feira (dia da família) com música popular - tipo medleys C-Am-F-G ou mamonas assassinas, tentava deixar bem claro até para o feto mais distraído que era tudo para a brincadeira. música alegre na altura certa nunca fez mal a ninguém. 2. começa muito cedo - era o puto pequeno (primeiros 2 anos)e não raramente ficava a dormir lá em casa. à 3ª vez que eu acordava com o choro dele, na tentativa de facilitar a vida à minha irmã pegava nele para o adormecer. podia cair na esparrela de cantar para ele ou de ligar o rádio - fácil mas errado. acho que estas primeiras impressões se devem colar ao subconsciente do puto como as moscas aos rabos das vacas, logo, adormecia-o com 'james - laid' (com o cuidado de saltar o sometimes para não o despertar), 'tindersticks - curtains' ou o preferido dele 'mazzy star - among my swan'. record absoluto: mazzy star - ko à 2ª música, 7m06s. 3. back to basics i - fomentar a febre precoce do walkman (agora discman).tinha ele uns anitos e trazia-o para o computador no final dos jantares para lhe mostrar algumas músicas - no meio dos teletubbies, e aquela música foleira dos checosloturcos homossexuais que bateu há dois verões (tipo festa, festa é na moviflor...) espetava umas músicas decentes tipo moloko e steve miller band que às vezes faziam-no voltar para a mesa. marcos importantes - ouvi-lo a cantar o 'sing it back', ou na versão dele 'shilli pa shilli pa shilli pa, shilli pa nuééééé' ou a imitar o assobio no 'the joker' após o 'some people call me maurice'. esta música pode agora ser uma porta de entrada agora no big beat e no universo fatboy slim. entretanto há que preparar para a questão - ó tio, o que são aquelas rodinhas amarelas com caras a sorrir que aparecem nos videoclips. 4 - back to basics ii - quantos de vocês querem que um filho, neto, sobrinho cresçam dependentes de playlists? há que fornecer a matéria prima - seja gravando-lhes o 1º cd ou k7 compilação (dar o peixe) ou ensinando a usar o kazaa (ensinando a pescar), o que nos leva ao próximo ponto: 5. não roubarás - mmmh, como explicar a uma criança de 9 anos que deve tirar músicas da net, mas afinal não deve porque é ilegal, mas se for só uma até não faz mal, mas o amigo tem 20 e afinal se forem 20 também não deve haver problema, desde que não copie cd's, mas tu fazes isso, pronto, não os venda aos amigos? uff! 6. apoiá-lo nos momentos difíceis - pois é - com que então só tinhas 2 gb de limite? e o teu pai pagou 100€ de tráfego adicional? tens de ter cuidado, descarregar menos coisas por mês, ou então arranjar uma boa desculpa 7. esperar o inesperado - ops - que popup é este que aparece no site que oferecia música grátis??? não, não era uma mulher nua a $%? uma =$%#. ei puto, onde é que aprendeste essa linguagem? 8. se não podes vencê-los, junta-te a eles - fomentar e patrocinar o 1º concerto deles nem que isso implique estar 1h na fila para comprar um bilhete para os d'zrt por 15€, mais meia hora para entrar e carregar com o puto às costas uma ou duas músicas. tudo pelo sorriso de uma criança e pelo prazer de virmo-nos todos embora a gozar com as músicas dos d'zrt e ouvir matthew herbert na viagem de volta. 9 - choque tecnológico - tens uma pen? eu tenho duas! tens cabo? eu tenho adsl! gravas cd's? eu gravo dvd's! ouves cd's no carro do teu pai? eu tenho um leitor mp3's no meu! sacas músicas no azureus? ah! já o conheço há 2 anos e já vou no soulseek! tens um ipod de 100€? eu tenho um leitor rio farsola de 30€ mas.......... lê cartões de memória! e tenho uma mesa de mistura! e sei-te arranjar as colunas do computador! e tenho amigos com muitos jogos de guerra e armas! e sei quem são as gajas boas do 'morangos'. há que ensiná-los a respeitar-nos, sempre com olhos postos no futuro. é a tal vantagem competitiva que não podemos perder sob o risco de não nos ouvirem porque somos o tio jarreta - já trabalha e tudo, o que é que ele pode saber?! 10 - inovar inovar inovar - pô-los a par dos nossos desafios e tentar que eles nos superem - a homepage dele era melhor que a minha até ao pai o obrigar a tirar os mp3s do ar porque eram ilegais. próximos passos - flash, mixmeister e criar podcasts. ele tem muito tempo, ele chega lá! parte 4 - credo
acredito que esta filosofia pedagógica é a mais indicada. se ele um dia quiser fazer parte do clube de fãs dos backstreet boys a minha consciência está tranquila. apesar das minhas falhas iniciais, ainda jovem vi a luz e passei a entender a música (e por conseguinte as artes) como algo mais que o programa de rádio bacoco ou a 7ª versão da mesma fórmula ganhadora, mas como motor de sensações, forma de expressão e/ou portadora de uma técnica de composição ou de interpretação mais ou menos apurada. reconhecer virtudes e defeitos e acima de tudo ser aberto. é isto mesmo que tento passar. e assim puxo para mim a responsabilidade de ser para estes três terroristas :
- o meu padrinho que tocava trompete numa banda de jazz e explicou-me como o ar expelido pela nossa boca era afectado de forma diferente pelo percurso que fazia no instrumento e o amigo que me ensinou que um acorde maior era formado pela 1ª, a 3ª e a 5ª; - o pai do meu amigo que me ofereceu um cd de jj cale ao mesmo tempo que uma amiga me oferecia 'kim wilde", ou o outro que me gravou uma k7 de blues; - a mtv que resolveu transmitir o unplugged dos pearl jam e a boa da colega da minha prima que me emprestou o 'siamese dream'; - as almas caridosas que escreviam na super som, no blitz e falavam na xfm; - os meus colegas da banda de heavy-trash-grunge metal ou da outra mais alternativa que aturavam a minha péssima técnica; - os cromos que fui conhecendo no super bock, super rock, cais do rock, vilar de mouros, zambujeira do mar, paredes de coura, hype@meco,... e as enormes conversas sobre música antes, durante e após os copos; - os colegas de trabalho nos 6 meses na valentim de carvalho; - a 'kellogg's all-bran' por me ter enviado um cd promocional de música barroca; - etc, etc, etc... e defenderei com unhas e dentes qualquer das entidades acima quando estas se cruzarem na vida dos putos, custe o que custar... deixo-vos por isso com um episódio muito especial de música que foi escolhida por eles, copiada do disco deles ou que já os ouvi trautear e que eu até acho saudável - um case study: 1. intro
episódio 1 - já é tarde, deixem-me dormir f$%&-se!!!
August 02, 2006 07:50 PM PDT
bem de fininho aparecemos com 9 músicas 9 saídas do baú. se calcularmos a média dos anos de publicação das 9, temos o número 96,111111111 que, mais ou menos arredondamento, foi um bom ano. para ouvir de seguida e matar as saudades todas de uma vez, antes de dormir: 1. bush - inflatable
saudades do 'oceano pacífico', das cassetes antigas que se estragaram de tanto rodar no walkman ou dos longos serões de olhos no tecto?! vou dormir melhor esta noite. episódio 0 - os implantes mamários de talon iv
August 02, 2006 11:17 AM PDT
para primeiro episódio, como ecléticos que somos, procurámos um tema que atraísse algumas minorias mas também o público mais mainstream. surgiu assim este título que passamos a decompor: a. 'implantes' - as músicas sao isso mesmo, implantes de instrumentais vários, com vozes de cantoras performantes - um laivo de alternatividade;
neste que é o podcast com mais preocupação marketeer de todos figuram as seguintes cantigas: 1. gomo - it's all worth (intro)
para não entrarmos para já nos monólogos inócuos da maioria dos podcasts, o mestre de cerimónias é um klingon. temos tempo... divirtam-se! ps: vês diogo, consegui! |
Podcast Summarymúsica em copy > paste e temas pertinentes para quem não tem mais o que fazer ...unite and take over! Followers
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